Apartamento dos anos 70 é repaginado com décor moderno
Voltado para um casal recém-casado, o Studio MEMM adaptou a planta de 162 m² e abriu mão de algumas paredes para ganhar fluidez
São Paulo é conhecida como “cidade de pedra” por vários motivos. Um deles é a presença abundante de prédios na cidade. Nos anos 70, esse movimento de construções verticais já havia começado, e este apartamento em questão foi um dos que acompanharam o início desse processo de urbanização no baixo Pinheiros.
O Apartamento AA precisava de uma repaginada para abrigar os novos moradores que haviam acabado de se casar. Para isso, o Studio MEMM entrou em cena com uma proposta para valorizar os espaços e deixar a decoração mais contemporânea.
O primeiro passo para isso foi reorganizar a planta original, que era bastante setorizada. Os arquitetos decidiram eliminar várias paredes para aproveitar melhor os 168 m², apostando na integração de ambientes.
A tecnologia foi uma grande aliada do estúdio de arquitetura para evitar erros no projeto. Para atender às demandas plásticas solicitadas pelos moradores, foram desenvolvidas diferentes versões em modelo 3D e imersão em realidade virtual para garantir uma composição mais fiel possível.
O living era composto originalmente por quatro ambientes compartimentados e esse foi o ponto de partida da reforma: agora, uma grande sala integrada com cozinha reina e oferece um ambiente mais aconchegante com circulação privilegiada.
Na sala, a estante é o elemento-chave. A marcenaria serviu para acomodar os nichos, o rack e o painel de TV e porta mimetizada para acesso à área íntima. Executada em folhas de freijó, teve seus veios orientados no sentido horizontal para aumentar a amplitude da sala e fortalecer o alinhamento do piso de madeira.
Os clientes pediram por uma paleta de materiais diversificada e com cores distintas também. Por isso, cada elemento traz uma cor distinta: cozinha azul, serralheria em preto, madeira, laje exposta…
Para harmonizar a proposta, o Studio MEMM se baseou nas composições da arquitetura colonial como ferramenta para encontrar equilíbrio entre os elementos.
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