Escrita por ELAS
A redatora-chefe Alice Granato escreve sobre a edição especial de Dia Internacional das Mulheres, com destaque para a capa sobre escrita feminina
A gora a história é outra. Está sendo escrita, ou reescrita, por mulheres. E isso muda tudo. Traz outra perspectiva do que quando contada majoritariamente por homens brancos.
Neste fim de semana, São Paulo recebe, pela primeira vez, no Parque da Água Branca, o Festival Fronteiras, que aposta na literatura feminina, trazendo autoras de todo o país. Entusiasmados com a ideia, resolvemos juntar algumas delas para a reportagem de capa, assinada pelas repórteres Laura Pereira Lima e Luana Machado.
Nela, reunimos dez escritoras de enorme sucesso, em uma produção acompanhada também pelas designers Marta Teixeira e Graziella Iacocca. Para a imagem da capa, escolhemos destacar suas obras e trazemos um breve resumo de cada uma. Na matéria, as repórteres traçam um perfil de cada uma, mostrando a diversidade de temas e interesses e a riqueza de representarem várias regiões do nosso país, do Ceará ao Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro a Minas Gerais.
“Presenciar os encontros entre essas mulheres, ver a conexão que a escrita proporciona e, como leitora delas, poder adentrar nesse processo de construção de universos é fantástico”, enfatiza Luana Machado, que foi uma guerreira nesta edição. Ela assina ainda as Amarelinhas com a deputada federal Erika Hilton, que comenta sobre a legalização do aborto e o caso aterrorizante de estupro coletivo no Rio de Janeiro.
Ainda na pauta mulheres, quatro musicais estreiam na cidade trazendo grandes musas com suas histórias contadas no palco, em texto do editor-sênior Fabio Codeço e da repórter Mirela Costa.
Em sua quinta edição, a mostra Aberto, criada pelo empreendedor Filipe Assis, ocupa a icônica Casa Bola, projetada por Eduardo Longo, e a Avenida Brigadeiro Faria Lima com obras de arte de grandes mestres, fazendo com que a cidade ganhe uma nova ótica de expressão artística. É o que revela a reportagem de Vanessa Barone.
Em uma semana tristíssima com os casos atordoantes de feminicídio, é importante ver os avanços e divulgar a escrita feminina que só cresce, aparece e conta a história em uma nova perspectiva. Boa leitura e feliz Dia internacional da Mulher!
Publicado em VEJA São Paulo de 6 de março de 2026, edição nº2985.







