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Otavia Sommavilla é confeiteira especializada em decoração artística de bolos, além de professora, criadora de conteúdo digital e autora de livros. Aos sábados nesta coluna ela vai falar da sobremesa e ampliará o leque, dividindo com os leitores truques e curiosidades sobre a confeitaria, desvendando trends e ensinando receitas desejadas

Pudim de Claras

No especial de Páscoa, a coluna traz um doce equilibrado para a mesa pascal

Por Otavia Sommavilla 4 abr 2026, 08h00
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 (Otavia Sommavilla/Divulgação)
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Se as sobremesas tivessem personalidade — e eu tenho minhas suspeitas de que têm —, o pudim de claras seria aquele convidado que chega sem fazer barulho, ocupa o menor espaço possível e, no final da noite, é o único de quem todo mundo quer saber o nome. Leve, quase etéreo, é coroado por um caramelo que brilha com elegância discreta.

Em tempos de Páscoa, quando a mesa costuma pender para o excesso — ovos de chocolate de todos os tamanhos com seus recheios exuberantes, — ele surge como um gesto de equilíbrio. Uma sobremesa que limpa o paladar, reorganiza os sentidos e, com sorte, nos convence de que ainda há espaço para mais um pedaço… de qualquer coisa.

Ele também faz bonito na mesa festiva: Lindo, alto e altivo, com o brilho da calda de caramelo; delicadamente leve, desmanchando na boca e fechando com graça qualquer refeição mais generosa. E composto de apenas dois — dois, isso mesmo — ingredientes: claras e açúcar. (Ok, licença poética: são três, já que a água também entra em cena na calda, discreta como toda boa coadjuvante.)

Fui atrás de sua origem imaginando encontrar alguma história empolgante — e me deparei com um misto de silêncio e de dúvida. Sua marcante simplicidade o coloca com uma daquelas receitas quem não se sabe bem como surgiram e que todos adotaram:

Há quem acredite que uma pista para sua origem esteja na França com e seus oeufs à la neige — os ovos nevados —, tão semelhantes na textura e na leveza, como parentes próximos separados por um capricho geográfico. Ou talvez devamos atravessar a Península Ibérica e chamá-lo pelo nome que adota em Portugal: Pudim Molotof. Foi aí que encontrei uma teoria mais saborosa — dessas que a gente escolhe acreditar. Diz-se que o nome seria uma homenagem ao Marechal Pélissier, Duque de Malakoff, celebrado pela vitória na batalha de mesmo nome durante a Guerra da Crimeia (1853–1856). Um doce nascido entre restrições e reverências — o que só aumenta seu charme.

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Seja qual for sua verdadeira origem, há algo de quase paradoxal em sua existência: tão poucos ingredientes, tão pouco peso, e ainda assim tanta personalidade. Talvez seja por isso que ele faça tanto sentido na Páscoa. Entre um chocolate e outro, o pudim de claras nos lembra que leveza também pode ser indulgência — e que, às vezes, é justamente ela que nos permite continuar celebrando.

Último comentário: Atendendo a pedidos, fiz a receita em versão pequena, perfeita para uma forma de pudim de 20 a 22 cm de diâmetro. Se for fazer em uma forma grande ( 26 com de diâmetro por exemplo), dobre as claras e a quantidade de açúcar .

Para o pudim:

5 claras

200g de açúcar

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Para a calda:

200 g de açúcar

200 g de água

Comece pela calda de caramelo: coloque o açúcar em uma panela de fundo grosso e leve ao fogo baixo mexendo até que o caramelo derreta totalmente e adquira uma cor dourada .Cuidado para que não queime.

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Despeje a água cuidadosamente ( vai espirrar) e deixe ferver novamente , cozinhando ate que todos os pedaços de açúcar derretam e a calda atinja o ponto de fio fraco .

Deixe esfriar 3 minutos e espalhe o fundo e lados de uma forma de pudim pequena  (20 a 22 cm de diâmetro). Use luvas térmicas para proteger as mãos .

Faça o pudim:

Coloque as claras na tigela da batedeira. Bata em velocidade média até que elas atinjam o ponto de claras em neve. Comece a acrescentar o açúcar aos poucos, sem parar de bater. Bata por 10 minutos até obter um merengue firme. Desligue a batedeira e coloque a mistura de claras e açúcar na forma preparada cuidadosamente. Leve ao forno em banho maria por aproximadamente 1 hora. O pudim vai crescer e ficar com o topo dourado.

Retire, deixe esfriar e desenforme .

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Dicas: na hora de desenformar aqueça ligeiramente o fundo e laterais da forma . Isso irá derreter o caramelo e facilitar a retirada do pudim

Super importante: a tigela da batedeira deve estar bem seca e livre de gorduras

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