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Otavia Sommavilla é confeiteira especializada em decoração artística de bolos, além de professora, criadora de conteúdo digital e autora de livros. Aos sábados nesta coluna ela vai falar da sobremesa e ampliará o leque, dividindo com os leitores truques e curiosidades sobre a confeitaria, desvendando trends e ensinando receitas desejadas

Nid de Pâques

No especial de Páscoa, a coluna traz uma receita francesa

Por Otavia Sommavilla 21 mar 2026, 13h46
nid de Pâques
 (Otavia Sommavilla/Reprodução)
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O nid de Pâques aparece nas vitrines das confeitarias parisienses nesta época do ano, quase sem alarde — como se brotasse junto com a estação. Quem não ama a ideia de ninho, de abrigo, de começo — uma imagem que conversa diretamente com a primavera europeia, quando tudo parece recomeçar com discrição.

Sobremesa tradicional durante a Páscoa, sua origem não está em um único gesto fundador, mas em camadas de tradição. Muito antes da Páscoa cristã, o ovo já simbolizava fertilidade e renovação em rituais ligados ao fim do inverno. Com o tempo, essa imagem foi incorporada à celebração pascal e ganhou novas leituras — a ressurreição, o renascimento espiritual, a vida que retorna. O ninho, por sua vez, reforça essa ideia de cuidado e de ciclo. O doce nasce justamente desse encontro: uma tradução comestível, delicada e altamente simbólica da estação.

Curiosamente, é possível aproximar o nid de Pâques da Bûche de Noël — ainda que pertençam a momentos opostos do calendário. Se a bûche celebra o inverno e o Natal com sua forma de tronco (herdeira de antigas tradições de queimar lenha no solstício), o nid marca o retorno da luz e da vida. Ambos compartilham algo muito francês: a capacidade de transformar símbolos sazonais em objetos de confeitaria altamente criativos. Assim como acontece com a bûche, que a cada ano é reinterpretada por grandes nomes, o nid de Pâques também se reinventa — às vezes mais discreto, mas não menos sofisticado.

Em Paris, essa lógica fica evidente. Confeiteiros criam, a cada primavera, suas versões do ninho: estruturas de chocolate que parecem entrelaçadas à mão, composições com praliné e texturas crocantes, ou ainda interpretações mais contemporâneas, quase escultóricas. Um lindo diálogo anual entre tradição e invenção.

Confira o preparo do nid de Pâques: 

Para a massa:

200 g de açúcar

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2 ovos

120 g de iogurte natural

45 g de chocolate em pó

5 g ( 1 colher de cha) de fermento em pó

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2,5 g ( 1/2 colher de chá) de bicarbonato de sódio

100 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente

200 g de farinha de trigo

40 g de óleo ( milho, girassol, soja )

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10 g de extrato natural de baunilha ou 5 g de essência de baunilha

Peneire farinha, fermento, bicarbonato e chocolate em pó e reserve. Bata a manteiga com baunilha,  açúcar e o óleo até ficar bem fofo e mais pálido. Desligue a batedeira e junte de forma alternada iogurte e mistura de farinha, sempre mexendo, até ficar homogêneo. Não se deve bater a massa excessivamente nesta etapa.

Despeje em uma forma de anel medindo 22 a 24 cm de diâmetro, untada e enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido a 180 graus até que esteja assado.

Cobertura

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200 g de creme de leite uht ( de caixinha)

200 g de chocolate meio amargo picado

Coloque os dois ingredientes em uma tigela e leve ao microondas em intervalos de 30 segundos, sempre mexendo, até que o chocolate derreta e o creme fique homogêneo. Reserve enquanto o bolo assa

Acabamento: 150 g de chocolate ao leite em raspas, ovinhos de chocolate e corante em pó dourado

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Pinte os ovinhos com corante dourado.

Espalhe a ganache pelo topo e laterais do bolo e despeje o restante no centro, no buraco deixado pela forma de anel.

Decore a gosto com as raspas de chocolate e a ganache em fios, usando um bico de confeitar “ chuveirinho” ( pode ser de qualquer tamanho. Eu usei um Wilton 234)

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