Exposição questiona a elite brasileira com obras do século 19 ao 21
'Ainda Bem', na Danielian, reúne 28 artistas e mais de cinquenta trabalhos realizados ao longo de 185 anos para colocar em choque dois imaginários
Obras de pintores do século XIX, como Rodolfo Amoedo (1857-1941), Louis Auguste Moreau (1855-1919) e Pedro Weingärtner (1853-1929), dividem as paredes da galeria Danielian com trabalhos de modernistas e contemporâneos dos séculos XX e XXI em Ainda Bem.
A coletiva, curada por Clarissa Diniz, reúne 28 artistas e mais de cinquenta trabalhos realizados ao longo de 185 anos para colocar em choque dois imaginários: de um lado, pinturas e retratos ligados ao olhar da elite branca brasileira, que buscava reproduzir padrões europeus de refinamento; de outro, obras contemporâneas que ironizam, desmontam e desafiam esse legado.
A mostra parte da provocação para questionar a tradição burguesa que moldou a ideia de arte no Brasil e no ocidente, sugerindo que certas estruturas de poder seguem intactas — mesmo que com novas molduras —, apesar de serem, ainda, passíveis de desmonte e transformação. Anna Bella Geiger, Gustavo Speridião, Álvaro Seixas, Franz Weissmann (1911-2005), Lenora de Barros, Pedro Vinicio, Thales Pomb e até os perfis do instagram A Vida de Tina e New Memeseum são alguns nomes em cartaz.
Danielian. Rua Estados Unidos, 2114, Jardim Paulista, 99928-0501. Seg. a sex., 11h/19h. Sáb., 11h/15h. Grátis. Até 11/7.
Publicado em VEJA São Paulo de 12 de junho de 2026, edição nº 2999.





