Avatar do usuário logado
Usuário
Imagem Blog

Blog do Lorençato

Por Arnaldo Lorençato Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O editor-executivo Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há mais de 30 anos. De 1992 para cá, fez mais de 16 000 avaliações. Também comanda o Cozinha do Lorençato, programa de entrevistas e receitas no YouTube. O jornalista é professor-doutor e leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

O último restaurante judaico do Bom Retiro

Shoshana Delishop volta a funcionar sob nova direção e promete noites de sexta com receitas de boteco desenvolvidas por Clarice Reichstul e Gabriela Tavares

Por Arnaldo Lorençato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 ago 2022, 13h22 | Atualizado em 5 jun 2026, 09h39
Clarice Reichstul e Benjamin Seroussi: à frente do projeto
Clarice Reichstul e Benjamin Seroussi: à frente do projeto  Clarice Reichstul e Benjamin Seroussi: à frente do projeto  (Lucas Terribili/Divulgação)
Continua após publicidade
O último restaurante judaico do Bom Retiro Priorizar nos meus resultados Google

Um endereço emblemático da culinária judaica está prestes a reabrir em São Paulo. Ou melhor, uma versão renovada. Com múltiplos nomes no passado, o Shoshana Delishop vai retornar ao ponto original no Bom Retiro, onde foi inaugurado em 1991 pelo casal Shoshana e Adi Baruch (ele, falecido em 2021). Aliás, o nome rende uma homenagem à ex-proprietária.

Desta vez, a empreitada está nas mãos de Benjamin Seroussi, diretor do Centro Cultural Casa do Povo, na Rua Três Rios e pertinho do restaurante. Ele se juntou aos amigos Arthur Hirsch e Ines Mindlin Lafer e se tornaram os líderes do negócio que reúne ainda outros vinte investidores.

Com previsão de abertura em soft opening em 18 de agosto, o restaurante tem pratos de sua antiga proprietária, Shoshana, que hoje está à frente apenas da Casa Búlgara, fundada por sua mãe, Lina Levi (1927-2018), em 1975, também a poucos passos de lá.

As receitas estão sendo revisadas por Clarice Reichstul, da deli da Paca Polaca (hoje dedicada a eventos) e Graziela Tavares (do extinto Sabiá), a chef que vai tocar a cozinha no dia a dia.

“É o último restaurante judaico do Bom Retiro e talvez da cidade”, acredita Clarice. A cozinheira e pesquisadora conta que entra com a expertise da culinária judaica e Graziela com seu conhecimento de comida de boteco. “Brinco que é um izakaya judaico”, diverte-se Clarice.

Continua após a publicidade

A proposta é ter um cardápio que, de alguma forma, vai reinterpretar a mostrar a diáspora judaica. “Não é exclusivamente ashkenazi, nem sefardita, nem israelense. Tem influência de todos os lugares”, adianta Clarice.

balcão
Obras em andamento: previsão de funcionamento em soft opening a partir de 18 de agosto (Laís Acsa/Divulgação)

Na seção de entradas, haverá itens para compartilhar como arenque, salada de feijões, saladinha de repolho da Shoshana. “Teremos também o corned beef, o primo do pastrimi não defumado, mas curado em salmoura e cozido com especiarias”, conta ela.

Continua após a publicidade

Clarice também alerta que se trata de um cardápio bem reduzido. São só cinco pratos principais. “Não pode faltar a língua, uma especialidade da Shoshana. Fizemos vários testes e vamos servir com varenique com salada”, revela. Para quem está com saudade do varenique, aquele ravióli encontrado na Europa Central e de Leste, esse será recheado de batata.

Outra pedida herdada da antiga proprietária é a shpondra, a costela de ponta de agulha na companhia de ferfel, massinha curta refogada com gordura de galinha à qual se acrescenta caldo de galinha e cebola caramelada.

A mamaliga traduz-se como uma polenta com cogumelos confitados no azeite e ricota de produção própria e o schnitzel, a tradicional milanesa, aparece em duas de versões, uma de frango e outra vegana de berinjela. Ambas chegarão à mesa com salada de batata.

Continua após a publicidade

Finalizam as escolhas salgadas o filé de peixe do dia com purê de couve-flor e raiz-forte mais cenoura adocicada e uma espécie de vinagreta de radicchio.

Além do pudim de leite do Shoshana, haverá uma sobremesa de laranja-baia sem casca, cortada ao meio e feita brulée (queimada) com cardamomo batido com açúcar mais água de flor de laranjeira e farofinha de biscoito de azeite.

Reforçando, caso não haja mais atrasos, o Shoshana Delishop ergue as portas em soft opening no dia 18 de agosto “No dia 25, abrimos pra valer”, garante Clarice. Na sexta, por enquanto o único dia em que haverá jantar, promete um menu intitulado boteco shabat (o pôr do sol da sexta, quando tem início o dia do descanso judaico). É noite dedicada à petiscagem em estilo judaico. A conferir.

Continua após a publicidade

Shoshana Delishop.
Rua Correia de Melo, 206, Bom Retiro. Instagram: shoshana_delishop.
Horário: 11h30/15h (sex. também jantar 17h/23h; sáb. até 17h; dom. 10h/16h; fecha seg.).

+Assine a Vejinha a partir de 9,90. 

Continua após a publicidade

Valeu pela visita! Para me seguir nas redes sociais, é só clicar em:

Facebook: Arnaldo Lorençato

Instagram: @alorencato

Twitter: @alorencato

Para enviar um email, escreva para arnaldo.lorencato@abril.com.br

Caderno de receitas: + Fettuccine alfredo como se faz em Roma

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês