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Blog do Lorençato

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O editor-executivo Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há mais de 30 anos. De 1992 para cá, fez mais de 16 000 avaliações. Também comanda o Cozinha do Lorençato, programa de entrevistas e receitas no YouTube. O jornalista é professor-doutor e leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Jacquin leva ‘Pesadelo na Cozinha’ para cidades fora de São Paulo

Na quinta temporada do reality, o chef também visita restaurantes na busca de salvação em outros estados

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5 fev 2026, 17h23 • Atualizado em 5 fev 2026, 18h12
Jacquin visita restaurantes em apuros
Jacquin: programa de socorro a restaurantes em apuros  (Renato Pizzutto/Band/Divulgação)
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  • O mais rigoroso e técnico dos jurados do MasterChef Brasil, reality gastronômico mais querido da TV brasileira e há mais de uma década em cartaz, Erick Jacquin vem desenvolvendo uma carreira paralela de sucesso em outro programa do gênero também na Band e em coprodução com a Warner Bros. Discovery.

    Sozinho, o cozinheiro franco-brasileiro e torcedor do Corinthians é a estrela de Pesadelo na Cozinha, que chega à quinta temporada com estreia marcada para o dia 20 no Discovery Home & Health e na HBO Max, às 20h40, e na Band em 24 de fevereiro, às 22h30.

    A grande novidade dessa série de doze episódios são as locações — o cenário deixa de ser apenas a capital paulista e vai para Porto Seguro (BA), Belo Horizonte (MG) e Foz do Iguaçu (PR), além das nada distantes São Bernardo e Santo André.

    Coifas pingando gordura, produtos mal armazenados, panelas com crostas grossas e um ninho de baratas prometem ser o “tompero” que vai assustar os espectadores. Será ouvido muitas vezes o bordão: “Você é a vergonha da profession”.

    Pesadelo na Cozinha é uma versão do formato original Ramsay’s Kitchen Nightmares, apresentado por Gordon Ramsay, um dos mais midiáticos chefs do planeta. Como acontece no Reino Unido, Jacquin surge com uma solução para tentar ajudar estabelecimentos em apuros financeiros.

    Outros pontos em comum entre essas casas são o fato de a maioria ignorar normas básicas de higiene e darem mau tratamento às matérias-primas a serem transformadas em pratos.

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    Embora os números de audiência na TV aberta sejam pequenos, em média 1,1 na Grande São Paulo, o programa com berros do chef, que volta e meia passa mal diante do caos e da sujeira nos restaurantes, é sucesso nas redes sociais — só no YouTube há mais de 3,6 milhões de inscritos e no Instagram próprio, o número de seguidores chega a quase 870 000. Um fenômeno.

    Aqui vão alguns spoilers. Entre os ambientes mais desoladores, Jacquin aponta a Casa do Norte, localizada na Barra Funda. “Mas não era um pouquinho sujo, não. Era nojento. Uma barata cai na roupa da garçonete”, antecipa o chef. Outro lugar que o aterrorizou foi o Bar do Pio, no Alto da Lapa.

    Nas redes sociais, o restaurante se apresenta como um lugar de culinária caseira e brasileira. “Tem gente que não consegue fazer feijão. Feijão ruim. Parecia que fazia com a água da louça na pia”, diz Jacquin, que garante amar o pê-efe nacional de arroz e feijão.

    Visita do chef ao Bar do Pio
    O chef no Bar do Pio, Alto da Lapa (Renato Pizzutto/Band/Divulgação)
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    No Panelão do 14, restaurante no Tucuruvi com esse nome porque o proprietário Valdinar trabalhou como cobrador numa linha de ônibus com esse nome e ganhou o apelido, Jacquin se desentende com ele.

    Para poder trabalhar com tranquilidade, a solução do apresentador é despachá-lo em um coletivo que o chef breca no meio da rua. Acompanhei a gravação final no Arena Nacional, um espaço junto à quadra de beach tennis no antigo clube esportivo Nacional, na Água Branca.

    Entre as queixas mais leves de Jacquin por lá estava um pão cheio de umidade para fazer hambúrguer. “Às vezes, eu sou um pouco duro; às vezes, eu não sou um personagem. Aí, o diretor fala pra mim: ‘Para com isso, Jacquin. Não é teu restaurante’ ”, conta.

    Jacquin visita o Arena Naval
    Gravação no Arena Nacional, no antigo clube esportivo Nacional, na Água Branca (Renato Pizzutto/Band/Divulgação)
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    Para entender a dinâmica das soluções adotadas pelo chef e pela produção do reality, cada episódio é gravado em apenas uma semana. Depois de realizado o diagnóstico dos problemas encontrados, e não são poucos, entra em cena uma equipe para limpar e recuperar os equipamentos de cozinha.

    Ao mesmo tempo, uma arquiteta propõe uma reforma não estrutural que dura dois dias e dá um novo visual ao ambiente. “É o que é viável dentro de 48 horas”, explica o diretor do reality Gabriel Hein. Ele conta ainda que os episódios serão exibidos na mesma sequência em que são gravados, para que os estabelecimentos mantenham as novas características depois da repaginação. De presente, os restaurantes ganham o novo visual, louças e panelas compradas pela produção.

    Outro item é o cardápio pensado para aquele modelo de negócio e desenvolvido em parceria por Jacquin com o consultor gastronômico Peter Katzenbeisser, que acompanha tudo dos bastidores. Os fãs precisam estar preparados para muitos quiproquós de seu malvado favorito.

    Longe de São Paulo

    Nesta temporada de Pesadelo na Cozinha, Erick Jacquin e a equipe do programa põem o pé na estrada ou no avião. Cinco estabelecimentos são de fora da capital paulista, se bem que dois estão aqui do lado, o Caravelas, em um barco na Represa Billings, em São Bernardo, e o italiano La Cantina, em Santo André.

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    Jacquin visita o Caravelas, em São Bernardo
    O chef no Caravelas, em um barco na Represa Billings, em São Bernardo (Renato Pizzutto/Band/Divulgação)

    Longe mesmo estão o árabe Tio Ali, em Foz do Iguaçu (PR), que encerra as gravações na sexta (13), o Jubarte, em Porto Seguro (BA), e o Café Cultura, em Belo Horizonte (MG). As gravações na capital mineira foram acompanhadas por multidões, que tornaram as filmagens mais difíceis.

    “Muita gente acompanhava na rua. Falei: ‘Ninguém trabalha em BH’ ”, esbraveja o chef. Ainda por lá, houve uma denúncia de que foi pintada a fachada do imóvel tombado. “Na verdade, foi um problema que já tinha solução. Não é tombado, é um prédio histórico”, afirma o diretor Gabriel Hein.

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    Jacquin no Café Cultura, em Belo Horizonte (MG)
    As gravações no Café Cultura em Belo Horizonte (MVWAVES/bAND/Divulgação)

    Publicado em VEJA São Paulo de 6 de fevereiro de 2026, edição nº 2981.

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