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Universidades e escolas paulistas aderem a paralisação

Movimento critica cortes de verbas anunciados pelo governo Jair Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo 14 Maio 2019, 09h07 | Atualizado em 14 Maio 2019, 11h36
A imagem mostra a cidade universitária, campus da USP, do alto
USP: possui 42 unidades de ensino distribuídas em dez câmpus pelo estado (Bruno Niz/Veja SP)
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Os reitores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgaram nota em que criticam os cortes de verba das universidades federais e convocam a comunidade acadêmica a “debater problemas da educação e ciência” nesta quarta-feira, 15, quando estão previstos protestos em defesa da educação em todo o país.

Organizadas por entidades estudantis e de docentes, as manifestações são contrárias ao bloqueio de recursos feito pelo Ministério da Educação, que afeta do ensino infantil aos cursos de pós-graduação.

Em nota, o Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) diz que “conclama a comunidade acadêmica” para o debate, diz que os cortes de verba na área são um “equívoco estratégico” e têm consequências para o desenvolvimento do Brasil.

Embora os cortes anunciados pelo governo Jair Bolsonaro atinjam de forma mais imediata as universidades federais, as estaduais também são afetadas, uma vez que recebem verbas de financiamento de agências de fomento ligadas ao governo federal.

Particulares

Escolas privadas de São Paulo também aderiram à manifestação e vão paralisar as atividades. Os Colégios Equipe, Gracinha, Waldorf Micael, Recreio e Politeia comunicaram os pais sobre a adesão ao protesto. No Colégio Oswald de Andrade, os alunos enviaram uma carta à direção e aos pais, informando que vão à manifestação. O colégio cancelou passeios e excursões que estavam marcados para esta quarta.

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Além do contingenciamento na educação, eles também são contrários a políticas que são defendidas pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), como o projeto de lei Escola sem Partido e mudanças nas diretrizes de ensino, citando por exemplo alterações no teor das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) diz que está aberto ao diálogo com todas as instituições de educação para “buscar caminhos para o fortalecimento do ensino no país”. Diz ainda que os bloqueios de verba são “preventivos”.

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