Avatar do usuário logado
Usuário

Sindicatos pedem investigação por racismo no McDonald’s

Funcionários delatam terem sido chamados de 'macaco', 'negrinha do cabelo ruim' e 'salon line', entre outros xingamentos

Por 20 jul 2020, 17h37 | Atualizado em 8 set 2025, 08h46
mcdonald-racismo
 (Pixabay/Reprodução)
Continua após publicidade

Uma investigação sobre denúncias de racismo institucional no McDonald’s foi pedida por diversos sindicatos ao Ministério Público do Trabalho nesta segunda-feira (20). As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Foram registradas 16 ações judiciais individuais que relatam casos de discriminação e preconceito racial nos últimos dois anos, segundo a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a UGT (União Geral dos Trabalhadores) e a Contracs (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço e Comércio), 

Nas denúncias, há relatos de ofensas como “negrinha do cabelo ruim”, “negrinho burro da po***”, “macaca”, “babuína”, “pretinha suja”, “salon line” (marca de cosméticos para cabelos crespos), “saci” e “volta pra favela, sua neguinha”.

Na unidade de Itaquera, na zona leste de São Paulo, funcionários relataram que eram classificados pela aparência física — os considerados mais atraentes trabalhariam em atendimento ao público, enquanto que os outros fariam tarefas próximo aos fundos das lojas.

As entidades esperam que a empresa promova campanhas de diversidade e crie canais de comunicação para denúncias sigilosas dos empregados, além de garantir o acesso dos empregados negros a postos de todos os níveis hierárquicos.

Continua após a publicidade

Em nota enviado a VEJA São Paulo, a Arcos Dorados (maior franquia da rede do mundo e que opera as lojas brasileiras) informou que não teve acesso ao ofício e, portanto, não poderia comentá-lo. “Reiteramos o nosso total compromisso com a manutenção de um ambiente de trabalho inclusivo e de respeito, não tolerando nenhuma prática de assédio ou discriminação”, disse em nota.

Leia abaixo o comunicado na íntegra:

“A Arcos Dorados reitera o seu total compromisso com a promoção de um ambiente de trabalho inclusivo e de respeito. Além disso, a companhia informa que não tolera nenhuma prática de assédio ou discriminação. 

Continua após a publicidade

A empresa promove periodicamente treinamentos baseados em seu Código de Conduta, para comunicar e conscientizar funcionários sobre seus valores corporativos em relação à diversidade e forma de ser. Mantém, ainda, um canal de ouvidoria para denúncias, aberto a todos os empregados, e trata com confidencialidade e rigor as questões que recebe. Internamente, realiza campanhas de comunicação sobre o tema, impulsionadas pelas ações de seu Comitê de Diversidade e Inclusão, criado há dois anos. Maior geradora de primeiro emprego no Brasil, a Arcos Dorados entende sua responsabilidade em continuar evoluindo, a partir de iniciativas que incentivem, valorizem e incluam mais as pessoas, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional de todos os seus funcionários.

Em relação à notificação mencionada, a rede informa ainda que não teve acesso ao documento e, portanto, não pode se posicionar sobre a questão.”

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Círculo dos Antiquários: Luiz Louro, Christian Heymès, Paulo Kfouri, Silvia Souza Aranha e Ruth GriecoNathalia Paulino, CEO Maison Aura
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Para assinantes da cidade de São Paulo

A partir de R$ 39,99/mês