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Relógios antigos de São Paulo estão parados

Máquina instalada no topo de prédio na Alameda Itu foi feita em homenagem a relojoeiro que morava ali

Por Angela Pinho 19 dez 2013, 18h01 | Atualizado em 5 set 2025, 17h25

Nos últimos meses, relógios de rua digitais voltaram a se espalhar pela cidade. Enquanto isso, aparelhos antigos e com visual clássico estão parados. Uma dessas relíquias (na foto à direita) se encontra no topo do prédio localizado no número 1043 da Alameda Itu, nos Jardins. Naquele endereço morava, em uma casa, o relojoeiro Salvador Pastore. Por sua causa, o edifício ganhou, em 1958, seu nome, a peça e outras referências à passagem do tempo, como desenhos de ampulhetas. Segundo o executivo Salvador Pastore Neto, da família do homenageado, a máquina deixou de funcionar na década de 70 e nunca mais voltou à ativa. No Jaguaré (na foto à esquerda), os ponteiros instalados nos anos 40 em cima de um mirante estão aposentados desde 1968. “Seriam necessários pelo menos 30 000 reais para sua recuperação”, diz a presidente da associação local de moradores, Maria Gema Martins. Já os equipamentos das torres da Igreja Nossa Senhora do Brasil não funcionam há pelo menos vinte anos. A secretaria da paróquia afirma que procura, desde 2012, um profissional para fazer o reparo.

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