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Psicólogos aderem a plataformas on-line para realizar atendimentos

A partir de novembro, uma regra irá autorizar a terapia à distância nos moldes do presencial, mas há vetos em casos de emergência, desastres e violência

Por Ana Luiza Cardoso 20 jul 2018, 06h00 | Atualizado em 5 set 2025, 19h55
ANA PAULA SILVA PSICÓLOGO VIRTUAL
Ana Paula Dias, no consultório do Butantã: paciente até no Japão (Alexandre Battibugli/Veja SP)
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De janeiro para cá, a psicóloga Ana Paula Dias passou a dividir a agenda entre quinze pacientes que frequentam o seu consultório no Butantã e cinco que pipocam na tela de seu notebook. Por meio de vídeo, realiza sessões com gente até no Japão. Ela faz parte de um catálogo de 1 700 psicólogos da Vittude, plataforma com base na Avenida Paulista que, desde 2016, conecta profissionais e pacientes que estão atrás de consultas pela internet.

O site, que tem sessões de 35 a 450 reais, é um dos 394 cadastrados no estado. Em todo o país, são 1 422. A atividade on-line começou a ser permitida em 2005 pelo Conselho Federal de Psicologia, mas com restrições. Podem ser feitas apenas orientações para questões pontuais, como o fim do casamento, por exemplo. Também deve ser respeitado o limite de vinte sessões, estabelecido numa resolução de 2012.

A partir de novembro, porém, vai vigorar uma nova regra, aprovada em maio, que autoriza a terapia on-line nos moldes do atendimento presencial. Permanece o veto em casos de emergência, desastres e situação de violência. Os profissionais — e não os sites — terão de requisitar a autorização para a prática. “Sem seguir essa orientação, as pessoas atuam na clandestinidade”, esclarece Guilherme Raggi, membro da diretoria do Conselho Regional de Psicologia.

“Por mês, atendo de quinze a vinte pacientes”, conta Carolina de Plato, cadastrada no site Lüzz, com sede na Vila Madalena. Por lá passaram pelos 250 especialistas 5 000 clientes, a maioria deles atraída pela conveniência ou pela dificuldade em encontrar atendimento próximo. “É uma migração natural”, diz a psicóloga paulistana Milene Rosenthal, à frente do TelaVita, com 72 profissionais registrados. “Não substitui o contato direto entre terapeuta e paciente, mas vai facilitar”, acredita Yuri Busin, que, apesar da ressalva, pretende entrar com o cadastro no conselho da categoria para conseguir seu selo e também aderir ao “ciberdivã”.

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