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Prefeito diz que dependentes migraram da Cracolândia para o interior

Rodrigo Manga (Republicanos), de Sorocaba, diz que 60 viciados em crack se instalaram na cidade; ele diz querer evitar criação de minicracolândias

Por Clayton Freitas 1 jun 2022, 14h01
Equipes da prefeitura abordam suposto dependente químico em Sorocaba; de preto, o prefeito Rodrigo Manga
Equipes da prefeitura abordam suposto dependente químico em Sorocaba; de preto, o prefeito Rodrigo Manga (Prefeitura de Sorocaba/Divulgação)
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O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (1º) que parte dos dependentes químicos da região da Cracolândia, em São Paulo, migrou para o interior do estado. Segundo ele, só na última semana cinco deles aportaram por lá, e, em todo o mês de maio, foram 60.

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Segundo ele, tratam-se de pessoas que disseram ter saído de São Paulo, especialmente das praças Princesa Isabel e Julio Prestes, e não têm parentes na cidade. Manga diz que todos foram encaminhados para tratamento de recuperação.

“Essa reclamação surgiu também das cidades vizinhas”, afirmou Manga

O prefeito preside a chamada região metropolitana de Sorocaba, composta por 27 municípios vizinhos. Ele marcou uma reunião de emergência nesta sexta-feira (3) e convidou, além dos prefeitos dos municípios, autoridades estaduais e representantes das polícias Civil e Militar.

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“A reunião é para que a gente não permita que essas ações na Cracolândia em São Paulo criem pontos de ‘minicracolândias’ na região de Sorocaba”, disse.

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Dizendo conhecer o assunto, por ter sido também usuário de drogas e estar livre do vício há 15 anos, bandeira que o levou a se eleger vereador e também prefeito duas vezes, ele afirmou que a migração aconteceu pelas ações de combate ao tráfico na região. “Ele está na Cracolândia e não está tendo sossego para usar a droga dele, ele vai usar no interior, procurar onde possa usar a droga”, disse.

Outra preocupação, segundo disse, é com um eventual aumento de criminalidade na região. Para isso, ele diz querer “blindar” a cidade e a região. “A nossa ideia é blindar a nossa cidade. Se essas pessoas vierem, terão que ser encaminhadas para um tratamento. Se não aceitou tratamento, precisa ir para uma casa de passagem (espécie de albergue)”, diz.

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Questionado o motivo pelo qual os dependentes escolheram Sorocaba, ele afirmou que a situação “deve estar acontecendo no interior todo”.

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Na cidade, o número de equipes de abordagem de assistência social aumentou de 4 para 7. O convênio que a cidade mantém com o estado por meio da Operação Delegada, o “bico oficial” da PM, foi ampliado e agora oito viaturas estão nas ruas especificamente para monitorar a movimentação dos dependentes químicos e traficantes. “Vamos verificar se existem pessoas procuradas, se estão cometendo crimes, e se os traficantes estão se instalando”, afirma.

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