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Após ordem de soltura, PF pede prisão preventiva de MC Ryan, MC Poze e dono da Choquei

Após o STJ conceder habeas corpus aos investigados na Operação Narcofluxo, a PF intensificou a ofensiva contra o grupo suspeito de lavar R$ 1,6 bilhão

Por Vanessa Barone 23 abr 2026, 15h02 | Atualizado em 23 abr 2026, 15h09
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MC Ryan: prisão preventiva solicitada após habeas corpus (Redes sociais/Reprodução)
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Polícia Federal pediu hoje (23) a prisão preventiva do cantor de funk MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, entre outros investigados na Operação Narcofluxo, por envolvimento em um esquema que teria lavado R$ 1,6 bilhão.

De acordo com o site Metrópoles, o pedido de prisão preventiva aconteceu horas após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus ao cantor MC Ryan.

Na decisão, o ministro Messod Azulay Neto apontou “flagrante ilegalidade” da decisão da 5ª Vara Federal de Santos que decretou a prisão temporária do MC Ryan SP. “Especialmente porque a própria representação da autoridade policial limitou-se ao prazo de cinco dias, assiste razão à defesa, devendo a medida extrema ser restringida ao período por ela requerido, qual seja, cinco dias”, considerou o magistrado.

Ele ainda estendeu o recurso aos outros 32 alvos presos, incluindo Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, e Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei.

Felipe Cassimiro, o advogado do MC Ryan SP, comemorou nas redes sociais o habeas corpus concedido ao artista. “Fizemos história. Obrigado, Deus! Vem pra rua, meu amigo”, celebrou o advogado do MC em seu perfil no Instagram.

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Entenda a decisão

Ouvido pelo Metrópoles, o advogado Alexander Neves Lopes, professor de processo penal e mestre em Direito, afirmou: “No presente caso, o delegado federal representou, pelo prazo de cinco dias, prorrogáveis para mais cinco dias. Só que o juiz julgou além do pedido de representação. [Foram] 30 dias prorrogáveis por mais 30”, disse Lopes.

“À vista do ministro do STJ, é que o juiz de primeiro grau julgou além do pedido, e aí, evidentemente, vem um constrangimento ilegal. E logicamente que comunicou extensão aos demais acusados porque trata de uma regra processual e não de caráter pessoal de cada investigado. Então todos, evidentemente, vão sair”, reforçou.

Conheça o caso

No dia 15 de abril, a Polícia Federal, com apoio da PM paulista, deflagrou a Operação Narcofluxo, que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar ilegalmente mais de R$ 1,6 bilhão.

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Entre os alvos, estão nomes de peso do cenário musical: MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.

A operação também atingiu o universo dos influenciadores digitais: Raphael Sousa Oliveira, o nome por trás da página Choquei, e Chrys Dias (que acumula quase 15 milhões de seguidores) foram alvos da ação, que mobilizou cerca de 200 policiais federais.

Segundo as investigações, o grupo utilizava um sistema sofisticado para ocultar valores, envolvendo desde o transporte de dinheiro vivo até transações com criptoativos.

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Ao todo, a 5ª Vara Federal de Santos expediu 90 mandados judiciais espalhados por dez estados e o Distrito Federal.

 

 

 

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