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Peças contam a história de São Paulo

Confira cinco espetáculos que fogem do cartão-postal para mostrar o cotidiano da cidade

Por Dirceu Alves Jr. 19 Maio 2012, 00h50 | Atualizado em 4 set 2025, 15h20
Barafonda - Peças - 2270
Barafonda - Peças - 2270 (Bob Souza/)
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São Paulo costuma ser tema de diferentes produções, em cartaz na própria cidade ou em outros lugares do país. Mas, no circuito paulistano há algumas montagens que fogem do cartão-postal e mostram a história e o cotidiano da terra da garoa de diferentes formas. Confira:

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Barafonda, criação coletiva da Cia. São Jorge de Variedades

Intervenção dramática. Com 25 atores e quatro músicos, o espetáculo itinerante percorre quase 2 quilômetros das ruas da Barra Funda, começando na Praça Marechal Deodoro e terminando na Praça Nicolau de Morais Barros. O bairro começou a ser habitado no fim do século XIX, quando a região recebeu imigrantes italianos. Eles trabalhavam na construção de ferrovias e montaram serrarias e oficinas mecânicas para atender os moradores dos Campos Elíseos. A dramaturgia associa acontecimentos históricos às tragédias e comédias gregas para mostrar o progresso e o caráter festivo do lugar

✪✪✪ A Saga Musical de Cecília…, de Carlos Francisco

A Saga Musical de Cecilia – 2270 – Peças
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Musical. A história de Santa Cecília, padroeira dos músicos e do bairro paulistano, funde-se à trajetória do Grupo Folias em um clima de fábula pop. As atrizes Patricia Barros, Nani de Oliveira, Débora Raquel e Suzana Aragão revezam-se no papel de Cecília, que reconstrói sua biografia em uma São Paulo hostil e repleta de contradições. Os números musicais passam pela obra de Tom Jobim, Cazuza e Carlos Gardel, e ganham versões inspiradas pelo cotidiano do bairro e seus moradores.

São Paulo Surrealista, escrito e dirigido por Marcelo Marcus Fonseca

São Paulo Surrealista

Drama musical. As contradições da metrópole servem de tema para a montagem da Cia. Teatro do Incêndio. Na trama, os escritores Mário de Andrade, Roberto Piva e Patrícia Galvão cruzam com cidadãos comuns e convidam o dramaturgo Antonin Artaud e o escritor André Breton, ambos franceses, para um passeio.

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Satyricon, adaptação de Evaldo Mocarzel para obra de Petrônio

Satyricon – 2270

Projeto da Cia. Os Satyros, o drama propõe um mergulho no submundo paulistano. Na trama, três ex-gladiadores sobrevivem como michês.

Senhora no Jardim, de Maciel Oliveira

Senhora no Jardim – 2270
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Comédia dramática. Dois personagens marginalizados se encontram no Parque da Luz, na região central da cidade, e desenvolvem uma cumplicidade. Ela é uma prostituta de 60 anos que tem uma relação conturbada com a neta. Já o rapaz, em liberdade condicional, acredita que só através do amor pode refazer a vida

 

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