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Rúgbi na periferia: administrador promove o esporte em escolas

Eduardo Pacheco preside a Hurra!, associação que capacita professores de edução física da rede municipal

Por Mariana Gonzalez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jun 2017, 18h05 | Atualizado em 5 set 2025, 09h26
Eduardo Pacheco hurra rugby rugbi
Eduardo Pacheco, presidente da Associação Hurra! (Ricardo D'angelo/Veja SP)
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O administrador de empresas Eduardo Pacheco, de 47 anos, é apaixonado por rúgbi, que pratica desde os 17. “O esporte me ensinou a trabalhar em equipe, ser solidário, ter disciplina e respeito pelos outros”, comenta. “São valores capazes de transformar a vida das pessoas.” Foi com essa ideia, de mudar a realidade de quem precisa de ajuda, que ele e alguns amigos decidiram montar em 2009 a Associação Hurra!.

Ela capacita professores de educação física da rede municipal a ensinar a modalidade aos alunos. Além de a praticarem nas aulas regulares, os jovens também podem treinar nas horas vagas como opção extracurricular. Disputado em gramados, o esporte sofreu adaptações para caber na realidade das escolas públicas. Nelas, joga- se o tag rúbgi, versão europeia que mantém a essência das regras, mas sem nenhum contato físico. Nesses casos, as partidas ocorrem em quadras com piso de concreto. “É uma atividade mais inclusiva, pois permite times mistos, com meninos e meninas”, explica Pacheco.

A iniciativa começou em três escolas da Zona Sul e, hoje, tem parceria com 150 instituições públicas de ensino, atendendo mais de 30 000 crianças. A instituição atua ainda em uma unidade da Fundação Casa, a Ouro Preto, na Zona Norte, onde as aulas acontecem duas vezes por semana para 35 alunos. Eles recebem bolas, uniforme e tackle bag (espécie de saco de pancada para o treino).

O gasto anual da associação, que inclui locação de espaço para a sede, nove funcionários, capacitação de profissionais e compra de material, é de 1,5 milhão de reais, montante bancado pelas leis federal e estadual de incentivo aos esportes. Mesmo depois de saírem da fundação ou após terminarem o ensino fundamental, muitos decidem continuar a prática. É o caso de Felipe Papa, 18.

Ele conheceu a modalidade quando estudava no CEU Inácio Monteiro, em Guaianases, na Zona Leste, em 2010, e atualmente treina no clube Saracens Bandeirantes e na categoria juvenil da seleção brasileira. “Estou cursando educação física para me dedicar às crianças que estão no mesmo lugar no qual comecei”, comenta o jovem.

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Eduardo Pacheco, presidente da Associação Hurra! (Ricardo D'angelo/Veja SP)

 

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