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Parque Villa-Lobos recebe adeptos de novas modalidades radicais

Local é frequentado por praticantes de trikke e paddle skate, por exemplo

Por Rodolfo Bartolini 15 out 2011, 00h50 | Atualizado em 14 Maio 2024, 11h38
Trikke - Ed.2239 - 42
Trikke - Ed.2239 - 42 (Cida Souza/)
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Com 732.000 metros quadrados, o Parque Villa-Lobos recebe 45.000 visitantes por fim de semana. A frequência nessa área verde do Alto de Pinheiros subiu 40% nos últimos dois anos, impulsionada pela presença cada vez maior de famílias, donos de cães e atletas amadores. Além de atrair praticantes de atividades mais populares, como futebol e basquete, o local se tornou campo de provas para novas modalidades de esportes radicais derivadas do skate e do ciclismo.

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Depois do kite skate, em que a prancha é impulsionada por uma pipa, uma das apostas do momento é o trikke, que se assemelha a uma patinete com três rodas. A Trikke Carving Vehicles, fabricante do produto, vendeu 5.000 unidades no país nos últimos quatro anos. Só no estado, foram cerca de 1.000 desde a metade do ano passado. Assim como nas bicicletas, seu freio fica no guidão. Mas o equipamento não tem pedal e a propulsão é obtida por meio de um movimento similar ao do esqui, inclinando-se o corpo para os lados, em zigue-zague. Mexe com tronco, braços e pernas. “Adorei a variedade de exercícios, sem impacto no joelho”, diz o dentista Thiago Tombi, que adquiriu um modelo há dois anos. “É muito divertido quando a coisa pega embalo.”

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O piso uniforme do Villa-Lobos, apontado por muitos frequentadores como o melhor entre as áreas verdes da cidade, estimula o aparecimento de novas modas. O trajeto sem trepidações também atrai adeptos dos esportes praticados em longboards, skates com prancha, rodas e eixos maiores que os comuns. Um deles é o paddle skate, variante do surfe a remo. Transportado para o asfalto, o praticante usa uma vara de alumínio para impulsionar uma tábua de 2 metros de comprimento. Chamado no Brasil de hangboard, teve 1.000 unidades vendidas em um ano pela fabricante Dropboards. “Cansa bastante as pernas e os ombros”, conta o executivo Marcelo Shimbo, surfista nas horas vagas. “A vantagem é que aqui tem ‘onda’ todo fim de semana.”

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