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Operação da Polícia mira rede de roubo e derretimento de ouro em SP

Segunda fase da ação do Deic cumpre mandados na capital e em Guarulhos para desmantelar esquema que vai do assalto nas ruas à lavagem de dinheiro

Por Vanessa Barone 24 ago 2026, 10h08
Mesa preta com o logotipo DEIC em letras brancas, exibindo grande quantidade de dinheiro em notas de cem reais, joias de ouro e pequenos pacotes com objetos dourados, além de um distintivo da Polícia Civil
Apreensões: segunda fase da Operação Ouro Reverso (Polícia Civil/Reprodução)
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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (24) a segunda fase da Operação Ouro Reverso, que mira um esquema criminoso completo de recepção e reciclagem de joias roubadas na Grande São Paulo.

A ação mobiliza 60 policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), 21 auditores da Receita Estadual e avaliadores da Caixa Econômica Federal no cumprimento de quatro mandados de prisão e 28 de busca e apreensão na capital paulista e em Guarulhos.

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em 13 contas bancárias ligadas aos investigados, além do sequestro de sete veículos e um imóvel.

Coordenada pela 3ª Delegacia de Fraudes Financeiras e Econômicas (DIG/Deic), a investigação mapeou a engrenagem que transforma correntes e alianças tomadas em assaltos de rua em ouro “limpo” reinserido no mercado formal.

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O centro das atenções é uma região do Centro paulistano batizada pelos investigadores de “círculo de fogo”, onde funcionavam empresas encarregadas de comprar as peças roubadas e derretê-las imediatamente para apagar vestígios.

A estrutura foi dividida pela polícia em três frentes:

 

Executores: Responsáveis diretos pelos assaltos e furtos nas ruas, atuando sob coordenação de intermediários.

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Processadores: Receptadores e lojistas que recebiam o material, faziam o derretimento do metal e remanufaturavam as peças.

Financiadores: Operadores que lavavam os recursos por meio de empresas de fachada e depósitos fracionados para reintroduzir o dinheiro no sistema financeiro.

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A investida atual é um desdobramento direto da primeira fase, realizada em maio de 2025, quando R$ 2,7 milhões em ouro e joias foram recuperados e três CNPJs de estabelecimentos clandestinos acabaram cassados.

A partir da prisão de Rony Gonçalves, apontado como principal negociador do grupo liderado por Suedna Barbosa Carneiro, a “Mainha do Ouro”, a polícia conseguiu mapear a rede financeira e os comércios que sustentavam o ciclo criminoso.

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