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My Vintage Dress: loja que não entregou vestidos de noivas é intimada e alvo de despejo

Estabelecimento é acusado de golpe contra dezenas de noivas

Por Luana Machado 4 set 2026, 11h36 | Atualizado em 4 set 2026, 11h47
Fachada de tijolos aparentes com porta de vidro arqueada à esquerda e letreiro MY VINTAGE no alto. Uma janela oval e plantas penduradas decoram a parede, com um vaso no chão à direita. O chão de cimento tem sombras de folhagem
Fachada da My Vintage Dress: loja retirou vestidos  (Reprodução/Reprodução)
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A loja de vestidos de noiva My Vintage Dress, acusada por dezenas de mulheres pela não entrega de confecções, sofre uma ação de despejo pelo dono do imóvel que ocupavam na Rua Fradique Coutinho e são alvo de um inquérito policial instaurado no 14º Distrito Policial, de Pinheiros.

O despejo foi movido pelo proprietário do espaço, Eduardo Caio da Silva Prado, por conta de uma dívida em aluguéis não pagos desde março, avaliada em 60 000 reais, segundo informações do g1.

Agora, a Polícia Civil investiga o caso como estelionato. “A autoridade policial e agentes da unidade estão monitorando eventuais novos registros e trabalhando com as demais unidades e departamentos de outras regiões para a devida apuração dos fatos”, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

Fechamento da loja

Na segunda-feira (31), noivas de diversos locais da cidade se reuniram em frente ao imóvel para cobrar respostas acerca dos atrasos, não entregas e desmarcações de provas de vestidos. Após não conseguirem contato com a dona da marca, Camila Rossi, a movimentação foi retomada no dia seguinte.

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Na terça (1º), algumas mulheres chegaram a forçar a entrada na loja para tentar reaver seus vestidos e a Polícia Militar foi acionada. Acompanhadas pelos policiais e algumas funcionárias do espaço, algumas noivas conseguiram identificar e levar suas peças.

Em comunicado nas redes sociais, a My Vintage Dress afirmou que foi alvo de “entrada coletiva e não autorizada de mais de 50 pessoas, caracterizando uma invasão do estabelecimento”.

Retirada dos vestidos

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Na madrugada de terça, a proprietária do estabelecimento retirou itens, ação que foi registrada por moradores da região e repercutiram nas redes sociais. Na quarta (2), registros do local vazio instigaram na internet afirmações de que o local estaria permanentemente fechado.

A My Vintage Dress se justificou dizendo que a decisão foi tomada por conta da invasão para manter os vestidos em segurança. “Até então, nossa agenda de provas seguia mantida, com prioridade para as noivas com casamento mais próximo”, escreveram em comunicado, negando o fechamento.

Segundo a equipe, a movimentação das clientes teria gerado insegurança para os funcionários retornarem ao trabalho e darem seguimento para a produção.

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Denúncias da noivas

O caso começou a repercutir na segunda (31), quando noivas de São Paulo e outras cidades do Brasil começaram a publicar relatos nas redes sociais acerca de problemas com entregas e marcações de provas dos vestidos.
A noiva Giulia Vaz, moradora do ABC Paulista, contou que recebeu de uma amiga a informação de que a loja estava declarando falência. Essa mensagem estava circulando por grupos de noivas que se reuniram depois de não conseguirem respostas da My Vintage Dress sobre as entregas.
No vídeo, Giulia mostra um print de uma conversa com o atendimento da loja no qual pede a confirmação de uma prova, que seria realizada no dia 10 de setembro. “Fiquei muito insegura vendo noivas até chorando na recepção porque o dia de pegar era hoje e não estavam sendo entregues”, escreveu ela. Ao ver as notícias na televisão, ela entrou em contato com uma vendedora que a tinha atendido anteriormente. A funcionária informou ter sido demitida e aconselhou Giulia a “correr atrás e pegar um vestido”.
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Na terça, uma amiga dela conseguiu entrada na loja e, acompanhada de duas costureiras, conseguiu identificar o vestido de Giulia e levá-lo.
A médica Gisele Teixeira, que casa nesta quinta (4), também foi lesada. Ela ficou durante a terça-feira cobrando respostas da loja para fazer a retirada da confecção. A mãe dela conseguiu acessar o espaço com policiais à noite, porém não localizou a roupa.
A My Vintage Dress tinha garantido para Gisele e outras noivas com casamento previsto para esta semana que iria priorizar o caso delas e entregar as confecções antes das datas.
No comunicado de quarta (2), o estabelecimento afirmava que “mesmo com a segurança comprometida, seguimos finalizando os vestidos e entrando em contato com as noivas. As entregas estão sendo combinadas em locais seguros e reservados”.
Em relato no Instagram, Gisele Teixeira compartilhou que a loja entrou em contato para informar a finalização do vestido, mas enviou apenas uma foto da roupa em um saco fechado. “Eu recebi o vestido errado duas vezes na minha última prova. Na terça-feira que minha mãe ficou lá até a meia-noite trouxeram o vestido errado também. Quem garante que dentro desse saco é o meu?”, questionou.
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A dona da My Vintage Dress ainda não se pronunciou acerca do despejo ou da investigação.
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