My Vintage Dress: loja que não entregou vestidos de noivas é intimada e alvo de despejo
Estabelecimento é acusado de golpe contra dezenas de noivas
A loja de vestidos de noiva My Vintage Dress, acusada por dezenas de mulheres pela não entrega de confecções, sofre uma ação de despejo pelo dono do imóvel que ocupavam na Rua Fradique Coutinho e são alvo de um inquérito policial instaurado no 14º Distrito Policial, de Pinheiros.
O despejo foi movido pelo proprietário do espaço, Eduardo Caio da Silva Prado, por conta de uma dívida em aluguéis não pagos desde março, avaliada em 60 000 reais, segundo informações do g1.
Agora, a Polícia Civil investiga o caso como estelionato. “A autoridade policial e agentes da unidade estão monitorando eventuais novos registros e trabalhando com as demais unidades e departamentos de outras regiões para a devida apuração dos fatos”, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Fechamento da loja
Na segunda-feira (31), noivas de diversos locais da cidade se reuniram em frente ao imóvel para cobrar respostas acerca dos atrasos, não entregas e desmarcações de provas de vestidos. Após não conseguirem contato com a dona da marca, Camila Rossi, a movimentação foi retomada no dia seguinte.
Na terça (1º), algumas mulheres chegaram a forçar a entrada na loja para tentar reaver seus vestidos e a Polícia Militar foi acionada. Acompanhadas pelos policiais e algumas funcionárias do espaço, algumas noivas conseguiram identificar e levar suas peças.
Em comunicado nas redes sociais, a My Vintage Dress afirmou que foi alvo de “entrada coletiva e não autorizada de mais de 50 pessoas, caracterizando uma invasão do estabelecimento”.
Retirada dos vestidos
Na madrugada de terça, a proprietária do estabelecimento retirou itens, ação que foi registrada por moradores da região e repercutiram nas redes sociais. Na quarta (2), registros do local vazio instigaram na internet afirmações de que o local estaria permanentemente fechado.
A My Vintage Dress se justificou dizendo que a decisão foi tomada por conta da invasão para manter os vestidos em segurança. “Até então, nossa agenda de provas seguia mantida, com prioridade para as noivas com casamento mais próximo”, escreveram em comunicado, negando o fechamento.
Segundo a equipe, a movimentação das clientes teria gerado insegurança para os funcionários retornarem ao trabalho e darem seguimento para a produção.
Denúncias da noivas







