Mario Prata escreve sobre São Paulo e sua alma retrofuturista
Com bom humor, o escritor lista os termos que não faziam parte da vida na cidade, como e-book, economia circular, feminicídio e notebook
No aniversário da Vejinha, convidamos o escritor Mario Prata para compartilhar a sua visão sobre os últimos e os próximos quarenta anos da cidade.
SP retrofuturista
Por Mario Prata
Pra começar, a palavra retrofuturismo ñ existia há 40 anos. Nem retrô e muito menos futurismo. Como tbém não existiam:
Biodiesel
Cibercrime
Crédito de carbono
Criptomoeda
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De boa (antes era “na boa”)
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e-book
Ecoeficiência
Ecoturismo
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Envelhescência
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Etarismo
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Falso nove
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Funk
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Gordofobia
Homofobia
Internetês
iPad
Laptop
Logar
Militar (não no sentido militar)
Notebook
Panelaço
Pix
Printar
Punk
Rap
Série de televisão
Sertanejo universitário
Startup
Sustentabilidade
Terceira metade do campo
Tuitar
VAR
Viralizar
Volante
Agora a bola de futebol tem orelha e a rede tem bochecha. E passe para o outro fazer gol chama-se assistência (como no basquete americano). E qto ao futurismo só Deus sabe. Ou melhor, Ele também não tem a menor ideia. Ele está out, a essa altura do campeonato, para usar uma expressão do meu tempo. E colocando um end, oitenta por cento deste texto foi escrito pela AI (ou IA), sacou? Ia me esquecendo de outra palavra que não existia: bolsonarismo. Nem filhos 01, 02, 03, 04…







