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Maria Cristina Megid

Como chefe da Vigilância Sanitária estadual, ela garantiu que a lei antifumo não passasse em brancas nuvens de fumaça

Por Giuliana Bergamo 16 dez 2009, 17h07 | Atualizado em 5 dez 2016, 19h02

Aos 32 anos, o irmão caçula da médica Maria Cristina Megid, chefe da Vigilância Sanitária estadual, foi vítima de uma obstrução coronariana grave. Pai de três garotinhas — gêmeas de 3 anos e a mais nova com 2 —, Antonio Carlos Megid precisou colocar um stent, dispositivo que ajuda a normalizar o fluxo sanguíneo em vasos obstruídos. “Meu irmão não tinha fator de risco algum para doenças cardiovasculares, nem era fumante. Mas estava exposto ao vício dos outros”, relembra Cristina. “A maioria de seus amigos era tabagista e ele trabalhava em um escritório onde quase todos fumavam.” Uma década depois do episódio, a médica, que nasceu em Botucatu (SP) e vive na capital há dezoito anos, teve a oportunidade de livrar milhares de pessoas de males semelhantes ao que abalou sua família. Ela foi encarregada de chefiar 500 fiscais espalhados pelo estado e fazer valer a lei antifumo, em vigor desde 7 de agosto. Segundo o último levantamento da Secretaria estadual da Saúde, 99,6% dos estabelecimentos cumprem a norma. “A lei pegou”, comemora.

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