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A história de Maíra Panas, vítima do acidente aéreo

A moça trabalhava como dançarina e massoterapeuta

Por João Batista Jr. 20 jan 2017, 17h51 | Atualizado em 20 jan 2017, 18h01
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Maíra Panas, 23 anos: vítima de acidente aéreo onde também estava o ministro Teori Zavascki (Foto: Reprodução) (/)
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Uma das vítimas do acidente aéreo de Paraty desta quinta (19), Maíra Lidiane Panas Helatczuk, de 23 anos, estava em um dos momentos mais felizes de sua vida: iria começar o segundo semestre de fisioterapia na Unip, unidade Vergueiro. Natural de Juína, no Mato Grosso, ela se mudou para a capital paulista para trabalhar como dançarina. Sua especialidade era a dança do ventre, mas também entendia de jazz. Costumava comprar os figurinos na Casa Árabe, na região da Rua 25 de Março.

Sua mãe, Maria, também vítima da queda do avião, estava em São Paulo com a filha. Veio passar vinte dias por aqui. Ao ser convidada para viajar com Carlos Alberto Filgueiras para Paraty, Maíra pediu para levar também a mãe. O empresário autorizou. Ele sofria de dores das costas e era cliente da estudante, também massoterapeuta.

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A dançarina do ventre e estudante de fisioterapia: natural do Mato Grosso, se mudou para São Paulo em busca de um futuro melhor (Foto: Reprodução) ()

“A Maíra me mandou mensagem há uma semana”, conta o cantor Tony Mouzayek, com quem ela se apresentou no dia 14 de dezembro no Aero Beer, em Campo Belo. “Ela perguntou se eu iria me apresentar nos próximos dias, pois queria que a sua mãe a assistisse no palco.”

Por ter participado da novela O Clone, de Glória Perez, em 2001, Mouzayek ganhou notoriedade no meio – nasceu em Aleppo, na Síria, e se mudou para São Paulo aos 9 anos. Foi Maíra que entrou em contato com ele há três anos, pedindo para se conhecerem. “Ela tinha ótima técnica, era responsável. Estou muito triste.” Ela ganhava 250 reais por apresentação.

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Maíra ao lado da mãe, Maria: duas das cinco vítimas do acidente aéreo em Paraty (Foto: Reprodução) ()

Maíra complementava a renda como professora de dança. Ministrava cursos curtos, de até três meses de duração, no Studio de Dança & Art Akros, localizado em cima de uma oficina mecânica, na Mooca.

Há seis meses, no entanto, deixou de prestar serviços no lugar. Foi quando começou a cursar fisioterapia em agosto, na Unip. Seus amigos dizem que ela passou a trabalhar como massoterapeuta em uma casa de massagens. Ninguém sabe informar o nome do lugar. A assessoria do Hotel Emiliano afirma que a estudante nunca deu expediente no spa do local.

Entre seu passatempo, estava frequentar a boate sertaneja Wood’s. Sua melhor amiga, Daniela Santori, também dançarina do ventre, trabalha como promoter do local.

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