Avatar do usuário logado
Usuário

Justiça condena Prevent Senior a pagar 2 milhões a paciente que tomou “kit Covid”

Juiz entendeu que houve "falha no atendimento" da operadora de saúde, paciente precisou ser transferido para outro hospital; cabe recurso

Por 29 set 2021, 21h38 | Atualizado em 5 jun 2026, 07h09
Imagem mostra hospital com 'Prevent Senior' escrito na fachada
 (Reprodução/Divulgação)
Continua após publicidade
Justiça condena Prevent Senior a pagar 2 milhões a paciente que tomou “kit Covid” Priorizar nos meus resultados Google

A Justiça de São Paulo determinou em decisão liminar que a Prevent Senior pague 1,9 milhão de reais para o paciente Carlos Alberto Reis, 61, que tomou o chamado “kit Covid” após ser internado em uma unidade da capital paulista da empresa. As informações foram reveladas pelo G1.

Cabe recurso por parte da empresa. O paciente foi transferido para o Hospital Albert Einstein, por opção da família, para uma UTI e teve alta dois meses depois da internação. O valor determinado é para o pagamento ao Albert Einstein pelos custos do tratamento. A Vejinha procurou a Prevent sobre o caso, que afirma a decisão “será contestada”.

Carlos estava hospitalizado em um hospital da Prevent e tomou, segundo a decisão, “medicamento comprovadamente ineficazes, como ivermectina e hidroxicloroquina” durante o tratamento, quando estava com insuficiência respiratória. “Não se providenciou internação em UTI, recomendada pelo grave estado do paciente, sendo atendido em enfermaria e depois, por intervenção de médico de confiança da família, em UTI”.

Com a piora, a família transferiu o homem para o Einstein, que era o único com UTI disponível em março de 2020, naquela ocasião. O juiz entendeu que o Einstein proveu melhor atendimento que o da Prevent e que Carlos teve “melhor atendimento até a alta que, segundo o relatório referido, demorou por causa das intercorrências e atrasos no tratamento adequado no hospital Sancta Maggiore”.

Continua após a publicidade

A família relatou que precisou pedir dinheiro emprestado para pagar o Einstein mas depois recorreu à Justiça, para que a Prevent fosse condenada a pagar pelos valores do tratamento.

ACUSAÇÕES

Continua após a publicidade

A operadora de saúde Prevent Senior é alvo de denúncias na CPI da Covid-19 do Senado Federal. A empresa é acusada de esconder mortes em um estudo sobre tratamento precoce contra a Covid-19 e de adulterar prontuários de pacientes que morreram da doença pandêmica, como a mãe do empresário Luciano Hang e o médico Anthony Wang.

Em depoimento à CPI, a advogada Bruno Morato, que representa um grupo de ex-médicos da empresa, afirmou ainda que a Prevent obrigava os profissionais a usarem os remédios do chamado kit covid, ineficaz contra a doença, e a alterarem o código da Classificação Internacional de Doenças no prontuário dos pacientes, retirando a menção à Covid-19. Quando as acusações vieram a público, a empresa afirmou que iria “pedir investigações ao Ministério Público” para apuração das “denúncias infundadas e anônimas levadas à CPI por um suposto grupo de médicos”. “A Prevent Senior nunca alterou o código de Covid. Não houve subnotificação de casos”, disse também a empresa.

Continua após a publicidade

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês