Justiça absolve Thiago Brennand de acusação de estupro
Defesa da vítima recorreu ao Superior Tribunal de Justiça
O empresário Thiago Brennand foi absolvido de uma das acusações de estupro que enfrenta no Tribunal de Justiça de São Paulo. A 2ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP deu provimento a um recurso da defesa e absolveu o réu.
Ele havia sido condenado em agosto de 2025, em primeira instância, a oito anos de prisão após ter sido acusado de estupro pela estudante de medicina Stefanie Cohen. O episódio aconteceu em um jantar na capital paulista. Segundo Cohen, ela passou mal por conta das bebidas alcoólicas ingeridas e foi conduzida por Brennand até um quarto de hotel, onde ele teria forçado atos sexuais.
Porém, em maio deste ano foi realizado um novo julgamento. A defesa do empresário alegou que a relação sexual foi consensual. Os magistrados entenderam que as contradições apontadas pela defesa enfraqueceram o relato da vítima, e a dúvida sobre a autoria do crime deveria beneficiar o réu.
Em nota ao portal g1, a advogada Karina Kufa Brennand, esposa e representante legal de Thiago, informou que eles receberam “a absolvição com confiança na Justiça e no reconhecimento da verdade dos fatos. A decisão reforça que acusações precisam estar amparadas em provas e depoimentos consistentes. A isolada palavra da mulher não deve sustentar uma acusação, ainda mais sob a forte suspeita de conluio para fins escusos. Seguimos confiantes de que, nos demais casos, a análise criteriosa das provas demonstrará a inexistência de prática criminosa”.
A defesa da vítima recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, alegando descumprimento do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Lei Mariana Ferrer, assim como o Ministério Público, que pediu a condenação pelos demais crimes imputados na denúncia.
O empresário segue preso em uma penitenciária no interior paulista, ele responde a outros processos envolvendo acusações de estupro, ameaça, lesão corporal e outros crimes.
Em outubro de 2024, ele havia sido absolvido de outra acusação de estupro contra uma massagista, que corria em Porto Feliz, após a defesa dele alegar inconsistências no depoimento da mulher. Na época, ele enfrentava três condenações por estupro e uma por lesão corporal.





