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Ameaçado, João Doria decide se mudar para o Palácio dos Bandeirantes

"É uma decisão difícil, mas necessária", disse o governador ao citar intolerância e cegueira ideológica

Por 29 mar 2021, 17h04 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h52
A imagem mostra João Doria, de máscara, segurando um microfone no Palácio dos Bandeirantes. Na mesa em sua frente há a frase "#VacinaJá"
João Doria: governador do estado de São Paulo  (Divulgação/Governo de São Paulo/Veja SP)
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O governador João Doria (PSDB) decidiu se mudar para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O anúncio foi divulgado através de um comunicado à imprensa nesta segunda-feira (29). De acordo com o governador, o “fanatismo ideológico” e as manifestações em frente sua casa o levaram a tomar a decisão.

“Diante do radicalismo, decidi me mudar para o Palácio dos Bandeirantes. Ao menos, temporariamente. Regredimos a tempos obscuros em que a integridade física daqueles que defendem a vida e a democracia está sob ameaça”, disse Doria.

Abaixo, leia a íntegra do comunicado

O negacionismo na pandemia deixou de ser um delírio das redes sociais, provocado pela paixão política, e está se tornando algo muito mais perigoso para a vida, a ciência e a democracia: uma seita intolerante e autoritária. Tenho enfrentado os seguidores dessa seita com inquéritos policiais e ações judiciais, com medidas sanitárias e vacinas, instrumentos da lei e da razão.

O fanatismo ideológico, porém, ignora a racionalidade e a legalidade. Ele tem ultrapassado os limites do embate político e do questionamento técnico com ameaças à segurança da minha família e agressivas manifestações na porta da minha residência, perturbando o bairro e vizinhos.

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Diante do radicalismo, decidi me mudar para o Palácio dos Bandeirantes. Ao menos, temporariamente. Regredimos a tempos obscuros em que a integridade física daqueles que defendem a vida e a democracia está sob ameaça.

Vivi esse mesmo sentimento quando acompanhei meu pai no exílio, um democrata cassado pela ditadura. Dessa vez, no entanto, não haverá exílio, nem ditadura. Haverá ciência, vacinas, vidas salvas e democracia. Meu desprezo por estes extremistas que ameaçam a mim, a minha família e ameaçam pessoas que defendem a vida.

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É uma decisão difícil, mas necessária nesse momento de muita intolerância ao pensamento contraditório, de belicismo verborrágico e de cegueira ideológica.

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