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‘Ele não era o monstro que estão falando’, diz irmão de médico que baleou urologista

José Edmans Forti afirmou à VEJA SÃO PAULO que irmão vinha sofrendo com muitas dores. Polícia apura se crime foi motivado por vingança

Por Marcus Oliveira 16 set 2014, 19h50 | Atualizado em 5 dez 2016, 14h05

O engenheiro José Edmans Forti afirmou à VEJA SÃO PAULO que seu irmão, Daniel Edmans Forti, “não é o monstro que estão dizendo”. Em depoimento prestado nesta terça (16), José contou que não tinha muito contato com o irmão, ex-médico do trabalho que invadiu o consultório de Anuar Ibrahim Mitre na tarde de segunda-feira (15) e disparou contra o urologista, atingido-o na cabeça, no braço e no ombro.

Após cirurgia de cinco horas, médico baleado está em coma induzido

Em entrevista, José afirmou que o atirador morou por alguns anos no Rio de Janeiro e chegou a exercer a função de médico do trabalho na cidade. “Não sei detalhes sobre a vida dele. Mas ele estava sofrendo, com muita dor”, disse. A polícia investiga se o crime foi motivado por vingança.

Solteiro e sem filhos, Daniel sofreu um acidente de moto no Rio há cerca de dois anos e teve uma lesão na bacia. Por isso, tinha dificuldades para se locomover, fazendo uso de muletas eventualmente. Devido a complicações na recuperação, ele precisou passar por um procedimento cirúrgico na uretra. Foi quando veio para São Paulo a fim de se tratar com Mitre. Daniel morava com a mãe, que deve prestar depoimento nos próximos dias.

De acordo com policiais do 4º DP (Consolação), seis depoimentos foram colhidos até o momento, entre eles o de um amigo do ex-médico –que não quis se identicar. Ele afirmou que Daniel se queixava de uma operação malsucedida e não estava satisfeito com o resultado do procedimento realizado por Mitre.

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Em depoimento, a secretária do médico baleado disse que o autor dos disparos chegou ao consultório e se identificou como um paciente. Após a saída de uma pessoa que estava na sala de Mitre, Daniel entrou, gritou um palavrão e atirou. Após atingir o urologista, ele se matou com um tiro no queixo.

Segundo o irmão, Daniel cancelou o registro no Conselho Regional de Medicina do Rio porque não estava trabalhando e não tinha como manter o cadastro no órgão. Mitre está em coma induzido na UTI do Hospital Sírio-Libanês.

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