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Ministério do Trabalho libera cinco dos oito guindastes interditados

Acidente com o equipamento no dia 27 de novembro matou dois trabalhadores

Por Redação VEJA SÃO PAULO
11 dez 2013, 18h41 • Atualizado em 5 dez 2016, 15h23
  • O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) liberou nesta quarta-feira (11) o uso de cinco dos oito guindastes que estavam interditados na obra da Arena Corinthians, o Itaquerão. No dia 27 de novembro, duas pessoas morreram em um acidente que destruiu parte da arquibancada e danificou o telão de LED do estádio, um dos maiores xodós do projeto..

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    Também nesta quarta-feira, o superintendente regional do MTE em São Paulo, Luis Antonio Medeiros, confirmou que o condutor do equipamento trabalhava há dezoito dias sem folga.

    A máquina envolvida no acidente será desmontada até o dia 15 de janeiro para análise. O guindaste só voltará a funcionar em 15 de fevereiro, dois meses antes da data prevista para o fim dos trabalhos.

    O Itaquerão receberá a abertura da Copa do Mundo de 2014, no dia 12 de junho, com a partida entre Brasil e Croácia. Em nota, a construtora Odebrecht e o Corinthians afirmaram que o estádio será entregue no dia 15 de abril. A data foi definida em reunião que contou com a participação do Comitê Organizador Local (COL) e a Fifa.

    Acidente

    Por volta das 12 horas do dia 27 de novembro, o guindaste caiu sobre a cobertura da Arena Corinthians, conhecida como Itaquerão (Zona Leste), destruindo parte da arquibancada e deixando dois mortos: o operador Fábio Luiz Pereira, de 42 anos, e o montador Ronaldo Oliveira dos Santos, de 44 anos. Cerca de 1 700 pessoas trabalhavam no local no dia do acidente. Segundo a Odebrecht, o equipamento içava o último módulo da estrutura da cobertura metálica do estádio, na área de circulação do prédio leste.

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    Obra polêmica

    O guindaste que desabou sobre a obra era o maior em utilização no país. Com motor a diesel de 871 cavalos, o equipamento pesa 900 toneladas e tem 114 metros, uma altura equivalente a um prédio de 40 andares. No início das obras, chegou a causar polêmica entre a construtora Odebrecht e o Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV), porque ficava na rota de helicópteros e aviões que vão para o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos.

    A máquina fabricada pela empresa alemã Liebherr é de propriedade da Locar. Cercada de polêmicas, a obra do Itaquerão estava “94% pronta”, segundo a Odebrecht. O Corinthians já planejava disputar no novo gramado algumas partidas do Campeonato Paulista.

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