Greve do Metrô: funcionários das linhas 4 e 5 podem aderir, diz sindicato
Concessionária afirma que mantém diálogo com os Metroviários
O Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo informou nesta terça-feira (12) que existe a possibilidade dos funcionários das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, operadas pela Motiva, entrarem em greve. A assembleia para decidir a mobilização ocorre às 18h30 na sede da associação, localizada na Zona Leste.
Segundo comunicado do sindicato, os colaboradores das duas linhas têm reivindicações relativas ao plano de saúde utilizado pela empresa, que teria sido rebaixado sem consulta da categoria. A mudança implicou em modificações na rede de atendimento, que deixou de contar com hospitais da Rede D’Or e mais uma centena de clínicas.
“A categoria está em Campanha Salarial e reivindica que a Motiva coloque todos os trabalhadores no plano de saúde Bradesco Nacional Top, que é contratado para os supervisores, gerentes e diretores. O Sindicato não vê motivo para discriminar a base da pirâmide, criando um plano de saúde precário e com menos rede de atendimento, visto que a vida da família dos trabalhadores Agentes de Segurança, Oficiais e Técnicos de Manutenção não vale menos que as famílias da chefia”, afirmaram, na nota oficial.
Além disso, os funcionários também querem negociar com a Motiva aumento de salários, adicional motorista e moto ronda, fim do banco de horas e mais segurança no trabalho. O comunicado cita, inclusive, a morte de um colaborador no último dia 6 após receber uma descarga elétrica enquanto realizava uma manutenção na rede aérea da linha. O acidente ocorreu por volta das 1h20 na estação Morumbi-Claro, na zona sul da capital.
A Motiva, em nota, informou que as Linhas 4‑Amarela e 5‑Lilás operam normalmente, das 4h40 à meia-noite. “A concessionária destaca que mantém diálogo contínuo com a entidade sindical no âmbito das negociações em andamento”, afirmam.
Anúncio da assembleia para greve
Nesta segunda (11), o sindicato publicou uma carta aberta reunindo as reivindicações, como a abertura de concurso público para suprir a redução pela metade do quadro de funcionários nos últimos dez anos. “O governador decidiu que não vai mais fazer concurso público e a direção da empresa está conivente com essa decisão. Busca na terceirização a forma de ocupar os postos”, indica a entidade, na publicação.
Outra demanda é acerca do plano de saúde Metrus. Os funcionários acusam o governo estadual de querer dobrar o desconto do benefício no salário e realizar cobranças exacerbadas em internações.
Além delas, o sindicato pretende discutir o mecanismo de progressão salarial, chamado de ‘steps’, e a Participação nos Resultados deste ano.
No comunicado, a organização defende a adoção da ‘catraca livre’ no período. Nesse caso, se a gestão aceitar não cobrar a tarifa do serviço, os trabalhadores manteriam o funcionamento do sistema metroviário.





