Gilberto Gil e Claudia Andujar recebem título de Doutores Honoris Causa da USP
Honraria é concedida pela universidade para personalidades que tenham contribuído para o progresso das ciências, das letras ou das artes
A Universidade de São Paulo (USP) anunciou que vai conceder título de Doutor Honoris Causa para o músico Gilberto Gil e a fotógrafa Claudia Andujar. A medida foi aprovada pelo Conselho Universitário da USP em reunião realizada no dia 25 de agosto.
A proposta de concessão do título a Gil foi apresentada pela Escola de Comunicações e Artes (ECA), por meio do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR). Andujar teve a honraria solicitada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e pelo Museu de Arte Contemporânea (MAC).
O título de Doutor Honoris Causa é uma honraria concedida pela USP a personalidades que tenham contribuído para o progresso das ciências, das letras ou das artes; que tenham beneficiado de forma excepcional a humanidade ou o País; ou que tenham prestado relevantes serviços à universidade.
Ao todo, a USP concedeu 125 desses títulos. Em 2026, outros dois foram concedidos: para o jornalista Vladimir Herzog, em fevereiro, e para o cientista Fritz Müller, em março. Outras personalidades a receber a honraria incluem a cantora Marisa Monte e Maria da Penha.
A relação de Gilberto Gil e Claudia Andujar com a USP
Em 1973, Gil uma apresentação histórica no Biênio da Escola Politécnica (Poli) da USP, para um público de mais de mil pessoas, considerada um marco na resistência contra a ditadura militar.
Foi ministro da Cultura entre 2003 e 2008, período no qual promoveu uma transformação estrutural e conceitual das políticas culturais brasileiras. Durante o mandato, em 2006, acompanhou o lançamento de dois prédios da universidade: o edifício da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) e a nova sede do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB).
Andujar, fotógrafa suíça de 95 anos radicada no Brasil, tem uma celebrada trajetória na fotografia, principalmente por sua relação com os Yanomami, clicados diversas vezes pela artista desde 1971, quando primeiro foi à Amazônia pela revista Realidade. Desde então, tornou-se uma das principais defensoras de seus direitos.
Em 1970, a convite de Walter Zanini, então diretor do MAC, e ao lado de Maureen Bisilliat, entre outros fotógrafos e críticos, fez parte da Comissão de Fotografia do museu, o que, em 1971, constituiu o embrião do acervo de fotografia do MAC.







