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Funcionários da Caixa e do Banco do Brasil entram em greve por tempo indeterminado

Paralisação na Caixa Econômica Federal é nacional; no BB, o movimento afeta apenas as bases que rejeitaram o acordo da categoria

Por Vanessa Barone 10 set 2026, 12h26
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Caixa Econômica (Daniel Teixeira/ AE/Veja SP)
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Se você precisa resolver pendências presencialmente em agências bancárias, prepare-se para encontrar portas fechadas hoje (10).

Os empregados da Caixa Econômica Federal e parte dos funcionários do Banco do Brasil decidiram cruzar os braços e iniciar uma greve por tempo indeterminado.

Na Caixa, a paralisação tem abrangência nacional e foi aprovada em assembleias de trabalhadores — incluindo a base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região — após a rejeição maciça da proposta do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais recusaram os termos apresentados pela empresa, que tem entre os principais gargalos as divergências sobre o plano Saúde Caixa.

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Uma reunião entre o banco e as entidades representativas foi agendada para hoje para tentar destravar o impasse.

Já no Banco do Brasil, o movimento é parcial. Embora a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) tenha sido aceita por parte dos sindicatos, o texto acabou rejeitado por 60 entidades — o que levou à paralisação em praças como Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.

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A decisão pela paralização acontece logo após a assinatura da CCT pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelos trabalhadores, na última quarta-feira (9), em São Paulo.

O acordo geral, que abrange 171 bancos e cerca de 414 mil bancários no país, prevê a reposição integral do INPC mais aumento real de 0,6% nos próximos dois anos — reajuste válido para salários, vales (VA/VR), auxílios e PLR.

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O documento assinado também estabeleceu diretrizes voltadas à saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do expediente e regras de transparência para monitoramento digital.

Enquanto a greve se desenrola, ambas as instituições financeiras recomendam que a população utilize os canais de atendimento remoto e digitais (aplicativos, Internet Banking, WhatsApp e centrais telefônicas), além de caixas eletrônicos, casas lotéricas e correspondentes bancários.

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Em nota enviada ao g1, o Banco do Brasil afirmou que participa da mesa única de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que reúne os bancos para discutir questões gerais da categoria, incluindo o índice de reajuste.

A Caixa Econômica Federal informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retomou as negociações com o objetivo de chegar a um entendimento que contemple os interesses das partes.

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