Faculdade de Direito da USP terá novo prédio com fórum, auditório e restaurante
Iniciativa integra acordo de permuta de imóveis entre a instituição e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano
A Faculdade de Direito da USP assume um terreno de 1.000 metros quadrados na Praça Ouvidor Pacheco e Silva, no centro da capital paulista, para construir um espaço com fórum universitário, auditório e restaurante, focado na formação prática dos alunos e no atendimento jurídico à população.
O novo centro de convivência é parte de um acordo da Universidade de São Paulo com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e integra a estratégia de requalificação da região central, além da comemoração dos 200 anos da faculdade.
Ele ocupará o terreno em frente ao prédio das Arcadas, que hoje funciona como um estacionamento para funcionários da Secretaria de Segurança Pública. Anteriormente, a área pertencia ao Jockey Club, mas foi leiloada após endividamento do clube e arrematada por cerca de 9 milhões de reais.
Lá, a universidade vai instalar o fórum com varas das Justiças, cartório de notas e registros de imóveis, espaços para órgãos como o Ministério Público e a Defensoria, além de auditório no subsolo e restaurante no terraço. O projeto inicial feito junto ao CDHU prevê 3.475 metros quadrados de área construída. No estudo, o prédio tem grandes janelas para entrada de luz natural e quatro pavimentos. Ainda não há previsão do começo das obras.
O acordo, que foi assinado nesta quinta-feira (7), é uma permuta de imóveis entre a instituição e o CDHU. Em contrapartida, a USP transfere para a gestão estadual o Edifício Andrade, localizado na Rua Benjamin Constant, que será transformado em um projeto habitacional. Atualmente, o local está ocupado pelo Movimento Social Luta por Moradia. O CDHU informou em nota para o Estadão que irá realizar acompanhamento social das famílias e oferta e unidades habitacionais já entregues.
Durante a cerimônia de assinatura, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, destacou que edifícios tombados precisam ter “utilização prática”. A diretora da Faculdade de Direito da USP, Ana Elisa Bechara, afirmou que o projeto integra um processo contínuo de expansão da universidade no Largo de São Francisco.





