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Alunos da USP fazem protesto pacífico por eleições diretas para reitor

Manifestantes percorreram da Avenida Paulista até a Assembleia Legislativa, no Ibirapuera; cerca de cem policiais acompanharam o percurso

Por Juliana Deodoro e Nataly Costa
9 out 2013, 18h33 • Atualizado em 5 dez 2016, 15h35
  • Estudantes e professores da USP fizeram nesta quarta-feira (9) um protesto por eleições diretas para reitor. A manifestação começou às 16 horas no vão do Masp, na Avenida Paulista, e percorreu cerca de 3 quilômetros até a Assembleia Legislativa, no Ibirapuera (Zona Sul), reunindo até 500 pessoas durante o percurso, segundo a Polícia Militar. 

    O protesto ganhou adesão de alunos da Unicamp. As reitorias das duas instituições estão ocupadas. Na USP, alunos, professores e funcionários querem eleições diretas. Na Unicamp, eles protestam contra a presença da Polícia Militar no campus – algo que também já foi pauta dos estudantes da capital em 2011. A direção das instituições entraram com pedido de reintegração de posse e estão em fase de negociação com a justiça. Na tarde desta quarta, a justiça negou o pedido da direção da USP.

    A notícia foi recebida com satisfação por lideranças do protesto. “Para nós é uma vitória e só mostra a legitimidade do movimento”, disse Luiza D’Avolo, diretora do DCE (Diretório Central dos Estudantes).

    “Nossa vitória é que mesmo com o autoritarismo do [reitor da USP, João Grandino] Rodas e a intransigência do Alckmin, a justiça indeferiu a reintegração de posse”, coememorou Pedro Serrano, também do DCE.

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    Cerca de cem policiais e batedores, além de sete viaturas da PM, acompanharam todo o percurso.

    O ato pacífico foi o primeiro realizado após a entrevista coletiva concedida na terça (8) pelo secretário de Segurança Pública Fernando Grella Vieira, na qual afirmou que a PM pode voltar a usar balas de borracha em protestos, proibidas desde junho.

    Na concentração, os estudantes protestaram de forma irônica sobre a eleição para reitor das universidades, hoje indiretas. Eles realizaram uma “corrida” entre reitoráveis em que o segundo colocado foi o escolhido – uma referência ao atual reitor da USP, João Grandino Rodas, escolhido reitor em 2009 mesmo sendo os segundo mais votado.

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    Os manifestantes também demonstram apoio aos protestos de professores do Rio, tema de cartazes e gritos de guerra contra o governador Sérgio Cabral.

    Projeto de lei

    Diante da Assembleia, cuja a entrada foi bloqueada, deputados da oposição se juntaram ao protesto e fizeram declarações de apoio à causa dos estudantes. Carlos Gianazzi (PSOL), presidente da Comissão de Educação, disse ter convidado o reitor da USP para uma audiência sobre “a criminalização do movimento estudantil e o mau uso do orçamento da universidade”.

    Gianazzi também afirmou que tramita na Casa o Projeto de Lei 696 para instituir eleições diretas nas universidades paulistas.

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