Avatar do usuário logado
Usuário

Escola do Auditório suspende aulas e voltará após pandemia, diz gestora do Ibirapuera

Urbia interrompe o pagamento dos 33 professores do espaço, mas afirma que retorno não dependerá de conseguir patrocinadores

Por Pedro Carvalho 26 jun 2021, 12h36 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h59
Vista Aérea do Parque Ibirapuera
Parque Ibirapuera. (Leo Martins/Veja SP)
Continua após publicidade
Escola do Auditório suspende aulas e voltará após pandemia, diz gestora do Ibirapuera Priorizar nos meus resultados Google

A Escola do Auditório do Ibirapuera, voltada à formação musical de jovens de escolas públicas, suspendeu as aulas online que tinha adotado desde o início da pandemia.

A Urbia, empresa que administra o parque desde outubro, vai parar de pagar os 33 professores da instituição. A concessionária, no entanto, promete manter as bolsas-auxílio dos cerca de 140 alunos (de 100 reais por mês) e retomar as atividades assim que a pandemia permitir, mesmo se a Escola não conseguir um patrocinador.

Nos últimos dias, a informação de que as aulas seriam suspensas motivou postagens de artistas como Zélia Duncan, Fabiana Cozza e Mônica Salmaso, que mostravam preocupação com o possível fim do espaço. “A Escola não vai ser fechada, e isso independe de conseguirmos um patrocinador”, diz Samuel Lloyd, diretor da Urbia.

A avaliação da concessionária é que o formato de aulas online não funcionou satisfatoriamente. “Não valia o custo”, diz Lloyd. “Tivemos muitas evasões [antes da pandemia, eram 150 alunos]. Os jovens queriam levar os instrumentos para praticar em casa, mas vários custam mais de 20 000 reais e eles vivem em áreas com alto índice de violência”, afirma o executivo. “Tentamos viabilizar essa possibilidade junto a seguradoras, mas nenhuma aceitou o risco”, conta.

+ Sob gestão privada, Parque Ibirapuera ganha melhorias e novos problemas

Continua após a publicidade

Fundada em 2005, a Escola do Auditório já teve patrocínio de marcas como Tim e Itaú Cultural. A iniciativa custa por volta de 1,5 milhão por ano. Quando a Urbia venceu a concorrência para gerir o parque, no ano passado, sequer sabia que precisaria manter a Escola — que já se encontrava sem o apoio financeiro de marcas. “Só ouvimos falar dela quando a Prefeitura fez o Plano Diretor do parque”, diz o executivo — o documento só foi criado após a concessão do espaço, graças à pressão de vereadores e conselheiros do Ibirapuera.

A Urbia segue atrás de apoiadores para a Escola, que tem uma proposta de valorizar a música brasileira dentro do repertório clássico — em vez de violinos, usa cavaquinhos, por exemplo. “A ideia é que ela passe a se apresentar em outros lugares, além do Auditório. Queremos fazer algo parecido com a Orquestra de Heliópolis”, conclui Lloyd.

+Assine a Vejinha a partir de 8,90.

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês