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Deolane Bezerra é transferida para Penitenciária de Tupi Paulista

A influenciadora foi presa ontem em sua casa em Alphaville, em Barueri, durante uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil

Por Vanessa Barone 22 Maio 2026, 10h47
Mulher loira de suéter azul com urso estampado, segurando uma garrafa d'água, sendo escoltada por uma policial civil e outros homens em meio a uma multidão
Deolane Bezerra: investigada por esquema de lavagem de dinheiro (TV/Reprodução)
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Deolane Bezerra é transferida para Penitenciária de Tupi Paulista Priorizar nos meus resultados Google

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi transferida, na manhã de hoje (22), para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Ela deixou a Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte de São Paulo, por volta das 5h, com previsão de chegada a Tupi Paulista às 12h. Com capacidade para 714 detentas, atualmente a unidade do interior está superlotada e abriga 873 presas.

A influenciadora foi presa ontem em sua casa em Alphaville, em Barueri, durante uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a investigação, a advogada é apontada como integrante da facção e teria papel central na estrutura financeira do grupo criminoso. O inquérito afirma que contas ligadas a ela eram usadas para movimentar recursos do PCC e dificultar o rastreamento do dinheiro.

Ao sair da sede da Polícia Civil, no Centro de São Paulo, antes de ser transferida para a penitenciária, Deolane disse que “a Justiça vai ser feita”.

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A audiência de custódia ocorreu na tarde de ontem (21), e a Justiça manteve a prisão preventiva da influenciadora.

Em nota, a defesa da advogada ressaltou a inocência de Deolane e afirmou que “os fatos serão devidamente esclarecidos por esta”.

Entenda o caso

A prisão de Deolane ocorre em meio a uma investigação que aponta a existência de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, a influenciadora usaria sua estrutura financeira e sua projeção pública para dar aparência de legalidade a recursos ilícitos.

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Ainda de acordo com o inquérito, o dinheiro atribuído ao PCC era misturado a recursos de outras atividades antes de retornar à facção.

Os investigadores afirmam que o lucro do esquema era incorporado à economia formal por meio da compra de bens de alto valor em nome de empresas ligadas à advogada, como uma Ferrari SF90 Stradale avaliada em R$ 4,7 milhões e um Porsche 911 Carrera.

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