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Arte para as crianças

Aproveite o tempo livre na capital para levar a garotada às divertidas oficinas e exposições dos museus

Por Marina Valle 9 dez 2010, 16h21 | Atualizado em 14 Maio 2024, 08h58
Rosa e Azul - Reinoir - masp
Rosa e Azul - Reinoir - masp (Reprodução/)
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Obras nas paredes dos museus são coisa de marmanjo entendido? Neca de pitibiriba. Diante de um quadro, escultura ou instalação, a molecada é capaz de se encantar, emocionar e surpreender muito mais do que um adulto. Que tal aproveitar as férias para iniciar seu filho no mundo da arte? Nesta época, as instituições reforçam a programação dirigida aos pequenos e costumam oferecer visitas monitoradas para a família inteira. No Museu de Arte de São Paulo (Masp), por exemplo, o Serviço Educativo (a partir dos 5 anos) propõe a interpretação de algumas obras, como “Rosa e Azul”, de Renoir.  

No Museu Brasileiro de Escultura (MuBE), duas oficinas voltadas a crianças com 8 anos ou mais estão programadas para janeiro. Em “Casa Corpo”, a artista plástica Maíra Vaz Valente explora o desenho a partir da expressão corporal e, em “Criatividade Digital”, a turminha aprende a arte da gravura digital. O “Jardim de Esculturas”, do acervo permanente do Museu de Arte Moderna (MAM), é diversão certa. Trata-se de um gramado com 6 000 metros quadrados e trinta obras, indicado a quem tem mais de 3 anos. Ali, é possível aprender o frottage, técnica desenvolvida por Max Ernst que consiste em fazer desenhos esfregando o lápis sobre o papel. No programa mensal “Interar-te”, do Museu de Arte Contemporânea (MAC), a meninada com mais de 5 anos participa de um ateliê prático inspirado nas exposições em cartaz. Até o dia 6 de março, estão à mostra obras produzidas no Brasil de 1969 a 1974.

Festival de Jardins -MAM - 2195a
Festival de Jardins -MAM – 2195a ()

Além dessas, há atrações para o público em geral que fazem sucesso entre os pequeninos. “Água na Oca” estreou no mês passado e trata da relação do homem com o líquido. Inclui um aquário de peixes de várias regiões do mundo e um terrário composto de animais criados em 3D, que simula o ecossistema de um manguezal. Vizinhas a essa, no MAM, há outras duas exposições. Até o dia 19, dá para brincar com as instalações de Ernesto Neto e, até o dia 31, se encantar com o Festival de Jardins do MAM no Ibirapuera, a primeira edição fora da França do Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire. São nove jardins feitos por profissionais brasileiros e estrangeiros. Em “Dengo”, Neto forrou todo o teto de uma sala com uma enorme rede de crochê de onde pendem bolas. Os visitantes podem ficar à vontade para mexer nas peças, escalar as esculturas e usar a cama de bolinhas. É deitar e rolar.

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