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Moradora da Zona Sul reclama de conta de luz de 6 800 reais

Raphaela Machado vive com o marido em uma casa de dois cômodos e poucos eletrodomésticos na Vila Narciso

Por Ricardo Chapola 17 jul 2019, 16h56 | Atualizado em 5 set 2025, 23h05
Aumento conta de luz
A conta de luz e um dos cômodos da casa Raphaela Machado (Reprodução/Veja SP)
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A vendedora Raphaela Machado, de 22 anos, se surpreendeu quando chegou em casa no último dia 12 e se deparou com uma conta de luz no valor de quase 6 800 reais. Ela alega nem ter aparelhos eletrônicos suficientes para gastar tanto assim de uma vez. Há um ano, divide uma casa de dois cômodos com o marido, o vigilante Junio Leal de Souza, na Vila Narciso, na Zona Sul da capital.

Com um fogão, uma geladeira, uma máquina de lavar, uma televisão e um microondas, a mulher conta a VEJA SÃO PAULO que costumava gastar, em média, 30 reais por mês de energia elétrica até abril. De lá para cá, afirma, as faturas passaram a chegar altas demais. “A gente mora numa casa simples. Nem ficamos aqui, porque nós dois trabalhamos. E sempre pagamos tudo em dia”, diz Raphaela. “É impossível uma fatura com esse valor.”

No começo do mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou um aumento médio de 7,03% nas contas de luz da Enel, distribuidora de energia da capital. Se o reajuste fosse aplicado ao quanto a família costumava gastar com luz até abril, teria pago hoje cerca de 32,10 reais.

É o segundo mês consecutivo que a vendedora afirma receber uma cobrança exorbitante da Enel. A fatura anterior, segundo ela, estava cima dos 3 000 reais. Como não pagou a conta, a Enel cortou a luz da casa do casal.

Imediatamente, Raphaela relata ter entrado com uma ação na Justiça contra a distribuidora de energia. Em 14 de julho, a juíza Adriana Borges de Carvalho concedeu uma liminar em favor da vendedora, determinando que a Enel retomasse o fornecimento de energia em 24 horas à residência.

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Raphaela e o marido continuaram no escuro. A vendedora compartilhou seu caso no Facebook e muitos internautas comentaram que passam por situação semelhante.

“Também estou na mesma situação, contas que somadas chegam a 5 000 numa casa de dois cômodos no Parque Cocaia”, escreveu Amanda Cristina. O bairro também fica na Zona Sul da capital.

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“Aqui em casa está acontecendo o mesmo problema. Também moro na região do Parque Cocaia. As contas aqui estão vindo um absurdo”, reclama Milena Rodrigues, no mesmo post. “No começo do ano, veio uma conta de 2 560 reais alegando ser referentes do ano passado. Quando foi no começo de julho, cortaram nossa luz.”

Outro lado

Em nota, a Enel informou que a conta de energia de Raphaela vinha sendo faturada pela taxa mínima de consumo, que é o que ocorre quando não é possível realizar a leitura do medidor, seja por impedimento ou dificuldade. “Em abril, quando a leitura foi efetuada, foi gerada a cobrança retroativa”, explica o documento.

A distribuidora ainda explica que realizará uma análise minuciosa do caso e contatará a cliente — que teve sua energia religada.

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