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Tombamento do Belas Artes será desarquivado

Conselho voltará a dicutir futuro do cinema, que pode se tornar patrimônio imaterial de São Paulo

Por Nataly Costa 10 set 2013, 18h14 | Atualizado em 5 dez 2016, 15h40
Haumont Belas Artes - mistérios da cidade 2199
Haumont Belas Artes - mistérios da cidade 2199 (Jorge Meditsch/)
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A “novela” do Cine Belas Artes, fechado há dois anos e meio na esquina das avenidas Paulista e Consolação, ganhará um novo capítulo. Depois de brigas judiciais, manifestações de grupos de defesa do patrimônio, audiências públicas, boatos de desapropriação e até CPI na Câmara dos Vereadores, o Conselho de Preservação do Patrimônio de São Paulo (Conpresp) decidiu reabrir o processo de tombamento do cinema, arquivado desde o ano passado. 

Agora, os membros do conselho voltarão a discutir o futuro do polêmico prédio no centro da capital, atendendo a um pedido do Movimento Belas Artes (MBA), que desde 2011 luta pela reabertura do cinema. “Conversando com os outros membros do conselho, ficou claro que o cinema é uma demanda da população e decidimos colocar isso de volta na nossa pauta”, disse Nádia Somekh, presidente do Conpresp. “O conceito de patrimônio tem de ser construído e, para isso, devemos ouvir a população. Se existe um movimento tão forte em defesa do cinema, é obrigação do conselho discutir isso.”

Nádia sinalizou que uma das saídas pode ser tombar o cinema como patrimônio imaterial de São Paulo. É algo mais simbólico do que prático, uma vez que o tombamento não necessariamente garante a volta do cinema, mas pode reabrir as discussões entre o dono do prédio (o empresário Flávio Maluf) e o inquilino (André Sturm, dono do cinema). “Fui pessoalmente pedir à presidente do conselho que voltasse a discutir o Belas Artes. É uma boa notícia”, diz Eliane Mafré, do MBA.

 

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História

O Belas Artes foi fechado em março de 2011 em meio a muita polêmica. O dono do prédio, o empresário Flávio Maluf, pediu o imóvel de volta por não concordar com o valor de aluguel pago por André Sturm, dono do cinema, de aproximadamente 60 mil reais  – queria mais que o dobro disso, cerca de 150 mil reais mensais. Por esse valor, o proprietário chegou a fechar negócio com um magazine, mas teve os planos frustrados por processos de tombamento nos âmbitos municipal e estadual que “congelaram” o cinema. Com a fachada tombada pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio (Condephaat), nenhuma reforma poderia ser feita ali e o prédio ficou sem uso.

Em janeiro deste ano, a Prefeitura afirmou que poderia declar o imóvel de utilidade pública, o que não foi feito até agora. O cinema foi inaugurado em 1967 sempre com uma programação voltada a filmes de arte. Teve diversos patrocinadores – o último, o banco HSBC, retirou o apoio em 2010, o que desencadeou a crise financeira do Belas Artes.

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