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“Cale-se — A Censura Musical” explora canções censuradas

No projeto do Centro Cultural Banco do Brasil, artistas executam clássicos como "Calabouço" e "Pra Não Dizer que Não Falei das Flores"

Por Pedro Ivo Dubra 9 jun 2011, 21h10 | Atualizado em 5 dez 2016, 18h01
Verônica Ferriani 2221
Verônica Ferriani 2221 (Edu Marin/)
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Em 28 de março de 1968, a Polícia Militar invadiu o Restaurante Central dos Estudantes, no Rio de Janeiro. A ação resultou na morte do secundarista Edson Luiz de Lima Souto e acirrou o clima de radicalização política que culminaria no AI-5 meses depois. Em 1973, o cantor e compositor Sérgio Ricardo lançou um LP homônimo com uma faixa chamada “Calabouço”. Por isso, teve de prestar esclarecimentos no Departamento de Ordem Política e Social, o Dops.

Como esses dois fatos se conectam? Calabouço era o apelido do restaurante onde Edson foi assassinado. E os versos “Cala a boca, moço/Cala o peito, cala o beiço/Calabouço, calabouço” fizeram algum censor do regime militar enxergar na canção uma referência não muito subliminar ao episódio.

Capítulo triste da cultura brasileira, o veto a essa e outras obras de arte é tema do projeto Cale-se — A Censura Musical, do Centro Cultural Banco do Brasil, idealizado pelo produtor Marcus Fernando. Na terça (14), sobem ao palco os cantores Zé Renato e Verônica Ferriani.

Além da emblemática “Calabouço”, há uma presença manjada no repertório — “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré. E surpresas: pouca gente sabe, mas “Tiro ao Álvaro”, de Adoniran Barbosa e Oswaldo Molles, chegou a ser vetada em 1973 pela “falta de gosto” de seus erros de português propositais. Nas próximas semanas, apresentam-se Inez Vianna e Alfredo Del-Penho (dia 21) e Silvia Machete e Eduardo Dussek (dia 28).

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