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André do Prado é eleito presidente da Assembleia Legislativa

Deputado do PL, aliado do governador Tarcísio de Freitas, foi eleito com 89 votos

Por Hyndara Freitas 15 mar 2023, 17h28 | Atualizado em 15 mar 2023, 17h55
Deputado André do Prado.
Deputado André do Prado.  (Agência Alesp/Divulgação)
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O deputado estadual André do Prado (PL) foi eleito, com vitória acachapante nesta quarta-feira (15), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pelos próximos dois anos. O deputado foi escolhido por 89 votos a 5. Eram necessários no mínimo 48 votos.

A eleição de Prado, natural de Guararema e no quarto mandato como deputado estadual, vem sendo costurada desde o ano passado e conseguiu unir partidos de direita e esquerda, e ele tem o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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“Sei da minha responsabilidade, mas agaradecço a cada um de vocês, e sem o apoio de vocês e dos partidos, isso não seria possível. Eu quero começar agradecendo a cada deputado que confiou que eu pudesse ocupar esse cargo e vou trabalhar muito para honrar cada voto que tive na tarde de hoje”, disse André após a eleição. Ele agradeceu à família, ao presidente de seu partido Valdemar da Costa Neto e a Tarcísio. “Vamos juntos trabalhar por um estado mais forte e desenvolvido. Essa será a marca da nossa gestão: Legislativo forte e trabalho em parceria”, acrescentou.

Nesta quarta, tomaram posse os 94 deputados estaduais eleitos em 2022, com 32 nomes ocupando o cargo pela primeira vez. O governador terá uma base robusta e tudo indica que a Casa manterá o caráter governista que desempenhou nas últimas décadas de governos tucanos, aprovando projetos do Executivo sem grandes desafios.

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Como presidente, André terá o poder de escolher quando irá pautar os projetos de lei, editar decretos legislativos, vetar Comissões de Inquérito Parlamentar (CPIs) e substituir o governador e o vice quando estes estiverem ausentes.

A 1ª Secretaria ficou com Teonílio Barba (PT), enquanto a 2ª Secretaria foi designada para Rogerio Nogueira (PSDB). Já Gilmaci Santos (Republicanos) foi escolhido primeiro vice-presidente.

A eleição para presidente foi nominal e aberta, e os deputados foram chamados um a um para informar, no microfone, em quem votariam para a presidência.  Já em relação às secretarias, a votação foi por aclamação porque não houve mais de uma candidatura para nenhum cargo. 

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Antes da eleição começar, a deputada Analice Fernandes (PSDB) reclamou que o presidente Carlão Pignatari (PSDB) convidou dois homens para auxiliá-lo na coordenação, e pediu que ele convidasse uma mulher. Quando ela falava, por diversas vezes Pignatari a interrompeu, e ela insistiu para que pudesse falar. “Não me interrompa”, pediu a deputada. “Gostaria de pedir que sempre que tivesse um oportunidade, uma mulher fosse convidada. Nós [mulheres] somos em 25 e merecemos respeito sempre”, falou. Ao fim, ele chamou a deputada Carla Morando (PSDB) para compor a mesa que coordenava a eleição.

Votação

André do Prado não foi surpreendido: teve votos de quase todos os partidos, inclusive do PT, PCdoB e Rede Sustentabilidade, siglas de oposição que decidiram apostar no candidato do partido de Jair Bolsonaro (PL) em nome da proporcionalidade: como a legenda tem a maior bancada, fica com a presidência, em troca do PT (a segunda maior bancada) ficar com a 1ª Secretaria.

O PSOL foi o único partido dissidente, e lançou candidato próprio, o deputado Carlos Giannazi. Ele recebeu quatro votos, sendo um dele próprio e os outros de Ediane Maria, Guilherme Cortez, Mônica Seixas e Paula da Bancada Feminista, todos psolistas.

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Ao votar em Prado, Eduardo Suplicy (PT) se alongou para justificar que sua escolha foi em razão da legenda, ainda que quisesse escolher o adversário. “Tenho uma grande afinidade com o Carlos Giannazi, mas neste caso estou seguindo a orientação do Partido dos Trabalhadores e vou votar em André do Prado. Fazendo uma recomendação a ele, que abrace também a causa da renda básica”, afirmou.

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