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Alunos da USP invadem prédio da reitoria em meio a greve estudantil

Discentes derrubaram os portões do prédio na tarde desta quinta (7); USP diz que foram atos "de violência, vandalismo e depredação do patrimônio público"

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 Maio 2026, 18h04 | Atualizado em 7 Maio 2026, 18h48
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Alunos em protesto em frente ao prédio da reitoria da USP na greve de 2023 (Rovena Rosa/ Agência Brasil/Reprodução)
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Um grupo de alunos da Universidade de São Paulo (USP) invadiu o prédio central da Reitoria, no campus da Cidade Universitária, no Butantã, nesta quinta-feira. A ação ocorre em meio a uma greve dos estudantes, que começou há três semanas.

Os portões do prédio foram derrubados por volta das 16h, por membros do movimento estudantil. A ocupação, de acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), foi feita para exigir a reabertura das negociações sobre o fim da greve. Os alunos reivindicam melhora nas condições e reestatização dos bandejões e aumento dos auxílios do Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (Papfe). A Universidade decretou encerradas as negociações sobre a greve na segunda-feira (4), sem acatar todas as demandas estudantil.

Em nota, a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (Prip) da USP afirmou que repudia os “atos de violência, vandalismo e depredação do patrimônio público”. Os alunos contestam e dizem que a ocupação foi pacífica.

“Tais ações são incompatíveis com os princípios que regem o ambiente acadêmico, fundamentado no diálogo, no respeito e na convivência democrática e, evidentemente, não constituem formas legítimas de manifestação”, completou o documento da Prip.

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Confira a nota do Diretório Central dos Estudantes (DCE)

“Os estudantes em greve da USP tomaram hoje a decisão de ocupar a Reitoria da USP, de forma pacífica e sem depredação como acusa a PRIP de forma mentirosa. A nossa ação é um pedido justo e legítimo frente à intransigência da Reitoria que unilateralmente fechou a mesa de negociação, sem o acordo não apenas dos negociadores mas sobretudo da grande maioria dos cursos que seguem em greve em mais de 3 semanas.

O que pedimos não é nada demais: queremos a reabertura da mesa de negociação. A nossa reivindicação é justa e precisa ser atendida. Se a Reitoria quer acabar com a greve, não será ignorando a forte mobilização que os estudantes estão fazendo, mas atendo nosso pedido de escuta.

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Rechacamos qualquer tentativa de criminalização do movimento. O que é um ato de violência não é lutar por nossos direitos, mas ter que conviver com bolsas insuficientes, larvas na comida e moradia precária. Fazemos um apelo: Reitoria, reabra a mesa de negociação! É por nisso que hoje ocupamos o seu escritório.

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Nossa ocupação tem um objetivo: reabertura da negociação para que nossas pautas sejam atendidas. Negocia reitoria!’

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