Avatar do usuário logado
Usuário

Projeto de lei quer tirar LGBTs de propagandas por ‘dano à criança’

Proposta que deve ser votada na quinta-feira (22) teve repercussão negativa entre diferentes entidades e é apontada como inconstitucional

Por César Costa 21 abr 2021, 17h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h54
Marta Costa, apoiada em um corrimão dourado, com uma roupa branca e sorrindo para a câmera
 (Alexandre Battibugli/Veja SP)
Continua após publicidade
Projeto de lei quer tirar LGBTs de propagandas por ‘dano à criança’ Priorizar nos meus resultados Google

Deputada estadual eleita pelo PSD, Marta Costa é autora do projeto de lei 504/20, que visa proibir a veiculação de peças publicitárias com diversidade sexual. A PL seria votada nesta terça-feira (20), mas foi adiada para a próxima quinta-feira (22).  

No texto, a deputada afirma que a presença de pessoas LGBTQIA+ em propagandas traria “desconforto emocional a inúmeras famílias” e que mostrariam “práticas danosas” às crianças. A proibição viria com a intenção de “evitar a inadequada influência na formação de jovens e crianças”. “É nossa intenção limitar a veiculação da publicidade que incentive o consumidor do nosso estado a práticas danosas”, reproduz o documento. 

Histórico de Marta Costa

Em 2020, Marta Costa foi vice-candidata à prefeitura juntamente com Andrea Matarazzo, também do PSD. Evangélica e filha de pastor, defendeu a abertura de templos religiosos durante a pandemia e apontou o desemprego como o maior problema da capital paulista. 

Desde 2004 na política e tendo uma forte ligação com a igreja, foi eleita três vezes de forma consecutiva como vereadora em São Paulo, sendo vice-presidente da casa no último mandato. Agora, está no seu segundo mandato como deputada estadual, sendo eleita pela primeira vez em 2014 e reeleita em 2018, seu mandato atual.

Repercussão negativa e rejeição

A Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB e a Associação Brasileira de Agências de Publicidade se manifestaram contrárias ao PL, apontando-o como lgtbfóbico, inconstitucional e também uma ferramenta de censura.

Continua após a publicidade

Em nota, a Abap afirmou que a inconstitucionalidade da proposta vem devido à imposição de “discriminação à liberdade de expressão comercial e ao direito da orientação sexual”, considerando também uma tentativa de “censura de conteúdo, abrindo um precedente perigosíssimo para a liberdade de expressão aos direitos de minorias”. 

A comissão da Ordem dos Advogados do Brasil também aponta como inconstitucional o projeto pela justificativa de que “somente a União tem competência para regular questões relacionadas à publicidade e propaganda”. 

Agências de publicidade também se manifestaram contrárias ao projeto de Marta Costa. Usando a #PropagandaPelaDiversidade, pelo menos 30 delas publicaram posicionamento contrários em suas redes sociais. 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

+Assine a Vejinha a partir de 8,90.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês