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Alesp aprova projeto para absorção de funcionários da CPTM pelo estado

Após greve, texto foi aprovado com unanimidade e segue para sanção do governador

Por Luana Machado 19 ago 2026, 16h12 | Atualizado em 19 ago 2026, 16h13
Imagem mostra trem se movendo em trilhos. Ao fundo, uma passarela passa por cima do trem
Trem da CPTM (Reprodução/Veja SP)
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O Projeto de Lei 777/2026, que garante a absorção de empregados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) por outros órgãos públicos estaduais, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (18).

A proposta de autoria do Executivo foi aprovada por unanimidade pelo Plenário da Casa e segue para sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O texto versa sobre o reaproveitamento do quadro de funcionários das linhas privatizadas da CPTM, a 11 – Coral, 12 – Safira e 13 – Jade, além da 10-Turquesa, ainda administrada pela companhia mas com possibilidade de concessão futura. 

Ao todo, as quatro vias possuem 4648 trabalhadores.

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Greves CPTM

A aprovação do texto com a inclusão dos funcionários da 10-Turquesa ocorre após o anúncio de estado de greve pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo no último dia 10.

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Anteriormente, no dia 4 de agosto, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e o Expresso Aeroporto entraram em greve reivindicando a reestatização e garantia da manutenção de todos os empregos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos através do PL. Segundo dados do sindicato, apenas 11% do quadro de funcionários da CPTM nas linhas concedidas foi transferido para a nova empresa privada.

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Histórico de falhas das linhas privatizadas

No dia 21 de julho, a concessionária Trivia Trens assumiu oficialmente a operação dos ramais que interligam o centro da capital à Zona Leste e a cidades da região metropolitana como Suzano, Mogi das Cruzes e Guarulhos.

Estava previsto que pelos próximos doze meses a empresa privada operará sob a supervisão direta da CPTM, assumindo os trabalhos de forma integral apenas em julho de 2027. O início desta fase acontece após um período de 60 dias de transição e treinamento das equipes.

Porém, no primeiro dia de operação foram registradas falhas no serviço das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Usuários do sistema relataram tempo de espera superior a 15 minutos para conseguir embarcar nas composições, situação que provocou um acúmulo perigoso de pessoas nas plataformas.

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No segundo dia, a Linha 12-Safira registrou velocidade reduzida no trecho entre as estações Tatuapé e Engenheiro Goulart devido a uma falha em um equipamento de via. A concessionária informou por nota que equipes de manutenção atuaram no local para regularizar a circulação.

Mas, a situação se agravou na manhã de quinta-feira (23), quando um trem da Linha 12-Safira pegou fogo após uma explosão causada por um curto-circuito entre as estações Brás e Tatuapé, na Zona Leste. O incidente provocou desligamento na rede de energia, paralisou os serviços e deixou um vagão carbonizado. A Polícia Militar precisou intervir para retirar em segurança os passageiros dos trilhos. Ninguém ficou ferido.

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Por isso, a CPTM voltou a operar integralmente as três linhas. A medida emergencial, decidida pelo governo paulista e pela Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo). Paralelamente, a Artesp abriu um processo administrativo para apurar as causas dos colapsos e aplicar punições à concessionária.

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