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A evolução das cirurgias de transplante

Com o tempo, eles deixaram de ser uma operação de guerra, que parava o hospital

Por Daniel Bergamasco 15 out 2011, 00h50 | Atualizado em 14 Maio 2024, 11h38

Fígado

“No início dos anos 90, a colocação de fígado era algo que mudava a rotina do hospital. O banco de sangue ficava interditado, porque a operação consumia em torno de 10 litros de transfusão. Hoje, são 300 mililitros. A duração era de quinze, dezoito horas. Havia uma sala cheia de sanduíches para a equipe. Agora, são quatro horas. Há dia em que fazemos cinco ao mesmo tempo.”
Ben-Hur Ferraz Neto
coordenador do Programa de Transplantes do Albert Einstein

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Coração

“O transplantado de coração toma uma grande dose de drogas para evitar a rejeição ao enxerto. Nos últimos anos, esses remédios têm provocado menos efeitos colaterais. É um avanço lento, mas importante. Na cirurgia, a grande mudança foi a substituição aos poucos da técnica clássica. Antes, o órgão do receptor era suturado ao do doador. Hoje, todo ele é retirado para dar lugar ao novo.”

Noedir Stolfdiretor da Divisão de Cirurgia Cardíaca do Incor

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Pulmões

“A técnica da operação mudou pouco ao longo das décadas, mas a preservação do órgão é que fez a diferença. Eram quatro horas no máximo entre a retirada e o implante do órgão. Por causa da correria, antes só um pulmão acabava sendo aproveitado. Atualmente, há casos em que se pode esperar doze horas, o que dá folga à equipe médica para trabalhar com um pouco mais de tranquilidade.”

Paulo Pêgo Fernandescoordenador do Programa de Transplante de Pulmão do Incor

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