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Construído em 1811 na região portuária do Rio de Janeiro, o Cais do Valongo foi o principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas.
Principal porto negreiro
Estima-se que entre 500 mil e 1 milhão de negros escravizados desembarcaram neste atracadouro até 1831, quando o infame tráfico transatlântico foi proibido por pressão da Inglaterra.
Números do tráfico
Em 1843, o local foi aterrado para a construção de um novo ancoradouro destinado a receber a princesa Teresa Cristina, futura esposa de D. Pedro II, passando a se chamar Cais da Imperatriz.
Cais da Imperatriz
O cais acabaria totalmente soterrado no início do século XX devido a reformas urbanísticas e só foi redescoberto mais de um século depois, em 2011, durante as escavações do projeto Porto Maravilha.
Redescoberta em 2011
Além das ruínas superpostas, as escavações revelaram milhares de objetos históricos, como calçados, botões de osso, colares, jogos de búzios e amuletos usados em rituais religiosos.
Achados arqueológicos
Pela sua magnitude, o sítio arqueológico é considerado o maior vestígio material das raízes africanas nas Américas e o lugar mais importante de memória da diáspora africana fora da África.
Memória da diáspora
Em reconhecimento ao seu imenso valor histórico e simbólico para as populações afrodescendentes, o Cais do Valongo foi consagrado em 2017 como o 21º sítio brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
Patrimônio da Unesco
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