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Vacina contra a dengue do Instituto Butantan começa a ser aplicada em Botucatu

Cidade do interior paulista é a única do estado escolhida para projeto-piloto do Ministério da Saúde com o imunizante de dose única

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
18 jan 2026, 12h53 •
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 (Governo de São Paulo/Reprodução)
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  • A vacinação contra a dengue com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan começou neste domingo (18) em Botucatu, no interior de São Paulo. A cidade é a única do estado escolhida pelo Ministério da Saúde para participar do estudo de impacto da nova vacina na população.

    Batizada de Butantan-DV, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e foi desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. A estratégia busca acelerar a imunização, simplificar a logística e reduzir custos operacionais.

    Botucatu foi selecionada por reunir estrutura de saúde considerada adequada e por já ter experiência em campanhas de vacinação em larga escala, como durante a pandemia de Covid-19. Outro fator levado em conta foi a circulação recente do sorotipo DENV-3, associado ao aumento de casos da doença no município. A meta do projeto é vacinar cerca de 90% da população entre 15 e 59 anos e acompanhar, em larga escala, a efetividade da vacina.

    A produção da vacina teve início ainda antes da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como forma de acelerar a oferta ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Instituto Butantan começou a entregar as primeiras doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) no fim de dezembro.

    A previsão é de disponibilizar 1,3 milhão de doses até o fim de janeiro, chegando a 3 milhões no primeiro semestre e até 30 milhões até o final de 2026, com possibilidade de ampliação conforme a demanda.

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    A Anvisa autorizou o uso da Butantan-DV na população de 12 a 59 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, as primeiras doses serão destinadas a profissionais da Atenção Primária, que atuam em unidades básicas e em visitas domiciliares. A ampliação para o público geral ocorrerá de forma gradual, à medida que a produção aumentar.

    Ensaios clínicos de fase 3, conduzidos entre 2016 e 2024 com mais de 16 mil voluntários de 14 estados, embasaram a aprovação do imunizante. Os resultados apontaram eficácia geral de 74,7%, proteção de 91,6% contra formas graves da doença e 100% de eficácia na prevenção de hospitalizações. Os estudos também indicaram que a vacina é segura tanto para pessoas que já tiveram dengue quanto para aquelas sem infecção prévia, com reações adversas majoritariamente leves ou moderadas.

    O acompanhamento dos resultados ficará a cargo da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) da Unesp, que fará o monitoramento laboratorial dos casos de dengue registrados na cidade. Os dados coletados vão integrar o estudo nacional coordenado pelo Ministério da Saúde, que também incluiu os municípios de Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais.

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