São Paulo concentra 25% dos casos de doença renal crônica; poluição pode influenciar

Obesidade, hipertensão e diabetes são alguns dos fatores de risco

Por Laura Pereira Lima
Atualizado em 11 mar 2025, 12h25 - Publicado em 10 mar 2025, 11h19
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 (Freepik/Reprodução)
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A cidade de São Paulo concentra 25% dos 155 mil brasileiros pacientes com doença renal crônica, segundo o Censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

O número de casos nacionais registrou um crescimento de 57% nos últimos dez anos, o que pode estar associado ao aumento de fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade e poluição do ar.

A doença renal crônica é uma condição irreversível, em que a função do rim fica parcial ou totalmente comprometida. Sem conseguir filtrar o sangue adequadamente, o organismo acumula líquido e toxinas, gerando um quadro clínico que pode ser fatal. São necessárias sessões regulares de hemodiálise, geralmente duas ou três por semana, para substituir a função dos rins.

Uma alternativa de tratamento é o transplante renal, mas atualmente o total de procedimentos é inferior a 5% do total de pacientes.

O crescimento na incidência da doença é reflexo do aumento dos principais fatores de risco. Dados da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) mostram que mais de 56% dos brasileiros estão com excesso de peso, e cerca de 10% da população vive com diabetes, segundo o Vigitel 2023. Já a hipertensão arterial afeta 27,9% dos brasileiros, sendo mais prevalente entre os idosos, com 62,5% dos maiores de 65 anos diagnosticados com essa condição.

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Estudos da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Amsterdã também indicam a poluição atmosférica como um fator adicional que pode prejudicar a saúde renal.

Neste Dia Mundial do Rim, celebrado na próxima quinta-feira (13), o nefrologista Bruno Zawadzki,  diretor médico nacional da DaVita Tratamento Renal, alerta para a necessidade de cuidados estruturais para promoção da saúde e prevenção da doença renal.

Segundo o médico, a solução para a crise de doença renal crônica passa por mudanças nos hábitos de vida da população, como:

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  • Alimentação saudável
  • Exercícios físicos regulares
  • Controle de peso
  • Monitoramento de doenças como diabetes e hipertenção
  • Realização de check-ups regulares
  • Conscientização sobre saúde renal

“O Dia Mundial do Rim é uma oportunidade para colocarmos a saúde renal na agenda de todos. A conscientização é a chave para prevenir a doença e reverter o quadro crescente de doença renal crônica que vive o Brasil”, conclui Zawadzki.

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