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Instituto Butantan recebe R$ 1,4 bilhão para criar fábricas de vacinas

Investimento do Governo Federal prevê autonomia do SUS na produção de imunizantes e soros

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9 fev 2026, 17h07 •
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Complexo fabril: área de 70 000 metros quadrados (André Ricoy/Divulgação)
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  • O Instituto Butantan, na Zona Oeste da capital, recebeu nesta segunda-feira (9) um investimento de R$ 1,4 bilhão do Ministério da Saúde, através do Novo PAC Saúde. O montante será destinado à construção de duas novas fábricas e à modernização de outras duas unidades.

    As ordens de serviço foram assinadas nesta segunda-feira (9) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos ministros Geraldo Alckmin e Alexandre Padilha. O objetivo central é reduzir a dependência brasileira de insumos importados e acelerar a produção de vacinas 100% nacionais.

    O investimento foca em quatro frentes principais de saúde pública, uma delas é uma nova fábrica para produção da vacina contra o HPV, que recebeu 495,9 milhões de reais e deve produzir 20 milhões de doses por ano. Outros 550,7 milhões de reais serão destinados para a fabricação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina DTPa (Difteria, Tétano e Coqueluche). Ao todo, serão feitas 6 milhões de doses anuais.

    Um aporte de 76,1 milhões será destinado para o desenvolvimento da tecnologia de RNA mensageiro, um modelo de produção de vacinas mais ágil e permite que o país responda com rapidez e eficiência a crises sanitárias ou novas pandemias. É a mesma tecnologia usada em vacinas modernas contra a Covid-19. Além disso, 232,5 milhões de reais vão ampliar a capacidade de produção de soros. Após o fim da reforma, estima-se uma capacidade de processamento final de 5,5 milhões de frascos de soro líquido ao ano e de, pelo menos, 440.000 frascos por ano de soros e vacinas na forma liofilizada.

    Vacinação contra Dengue

    Durante o evento, o governo reforçou que a vacinação contra a dengue com o imunizante do Butantan (dose única) já começou em todos os estados para profissionais da saúde da rede municipal.

    Para o público geral (entre 15 e 59 anos), a previsão é que a vacinação comece no segundo semestre de 2026, conforme a capacidade de produção do instituto seja ampliada.

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