Cinco cuidados com a pele pós-verão

Depois de meses de maior exposição a agentes agressores, é hora de recuperar a saúde do rosto e do corpo, aproveitando a temporada mais fresca

Por Vanessa Barone
24 mar 2025, 12h07
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Fim do verão: período ideal para regenerar e preparar a pele para os meses mais frios (Nataliya Melnychuk/Unsplash/Divulgação)
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O verão é, para muitos, sinônimo de exposição solar intensa, viagens, uso irregular de dermocosméticos e contato com agentes que comprometem a integridade da pele — como sal, cloro e vento. Com isso, mesmo peles bem cuidadas tendem a apresentar sinais de desgaste, como manchas, aspereza, perda de viço, desidratação e, em alguns casos, agravamento da flacidez.

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A médica dermatologista Chris Guarnieri: hora de devolver à pele seu equilíbrio fisiológico (Rodrigo Zorzi/Divulgação)

De acordo com a dra. Chris Guarnieri, médica dermatologista formada pela Faculdade de Medicina da USP e pesquisadora em áreas como preenchimento cutâneo, bioestimuladores e lasers na Cosmiatria, a chegada dos meses mais frios é o momento ideal para intervir e devolver à pele seu equilíbrio fisiológico. “Esse período é também uma oportunidade de regenerar e planejar os próximos passos de um cuidado inteligente e contínuo com a pele. Por isso a dermatologia contemporânea vai além da estética: ela se apoia em ciência, regeneração e personalização”, diz a médica.

Abaixo, as cinco condutas e procedimentos que a dra. Chris indica para recuperar a pele:

1. Renovação celular com peelings de baixa a média intensidade

Com o fim da exposição solar constante, os peelings químicos voltam a ser uma excelente ferramenta. Eles ajudam a promover a renovação da epiderme, removendo células danificadas pela radiação UV, melhorando a textura da pele e acelerando o clareamento de manchas recentes. Os peelings progressivos, com ácidos como mandélico, retinóico ou tricloroacético em baixas concentrações, são boas escolhas.

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2. Clareamento de manchas e uniformização do tom da pele

O surgimento ou piora de melasmas (manchas associadas a alterações hormonais, entre outros fatores) ou de manchas solares é uma das principais queixas no pós-verão. E esse é o momento ideal para tratamentos despigmentantes, com ativos como ácido tranexâmico, niacinamida e ácido kójico. Em casos específicos, pode-se usar laser fracionado não ablativo ou laser tonning, sempre com protocolos personalizados e de forma gradual, respeitando a sensibilidade de cada pele.

3. Reposição da barreira cutânea e hidratação biológica

A integridade da barreira cutânea frequentemente fica comprometida após o verão, e restaurá-la é uma prioridade. Isso inclui o uso de hidratantes comuns, mas também tratamentos feitos em consultório, com ativos regenerativos que atuam na reprogramação celular e na regeneração da matriz extracelular. Vale também utilizar nutricosméticos com silícea, ômegas 3 e 6 e fosfolipídeos de caviar oral, para potencializar a hidratação de dentro para fora. E reforçar o skincare diário contendo ácido hialurônico, esqualeno e ceramidas.

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4. Ação antioxidante e anti-inflamatória

O dano oxidativo gerado pelos raios UV e pela poluição, no verão, acelera o envelhecimento celular. Por isso, é essencial modular esse processo com antioxidantes — tanto tópicos quanto orais. Entre eles: vitamina C estabilizada, ácido ferúlico, resveratrol e flavonoides em séruns ou cremes, além de ativos via oral como polypodium leucotomos, astaxantina e glutationa. Eles reduzem a inflamação crônica silenciosa da pele e protegem as estruturas dérmicas, como colágeno e elastina.

5. Preparação da pele para tratamentos mais robustos no inverno

O outono é uma janela terapêutica estratégica: permite regenerar a pele do verão e, ao mesmo tempo, preparar o terreno para tratamentos intensivos que fazemos no inverno, quando a radiação UV é menor. Entre as indicações estão a bioestimulação com ácido poli-L-láctico ou hidroxiapatita de cálcio; o ultrassom microfocado para flacidez leve a moderada, e o laser de picossegundos para rejuvenescimento — sempre com avaliação individualizada.

Vale lembrar que para iniciar qualquer tratamento, é essencial consultar um médico dermatologista, que seja membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

 

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