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Calor em SP: veja como proteger os pets das altas temperaturas no verão

Confira recomendações de especialistas para manter os pets hidratados e fora de perigo durante o verão

Por Mirela Costa
18 jan 2026, 08h00 • Atualizado em 19 jan 2026, 18h25
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Os animais de companhia demandam cuidados especiais em épocas de calor (Andrew S/Unsplash/Reprodução)
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  • Neste verão, a capital paulista tem marcado recordes de temperaturas nos termômetros. No último dia 10, a cidade atingiu a maior temperatura máxima do ano, 34,6°C, segundo dados do Climatempo e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O desconforto causado pelas ondas de calor não afeta somente os seres humanos, mas também é incidente nos animais, que podem enfrentar problemas como queimaduras nas patas, desidratação e insolação.

    Além das complicações decorrentes das altas temperaturas, o clima quente e úmido característico do verão é favorável à maior proliferação de parasitas, como pulgas e carrapatos.

    Para proteger cães e gatos das altas temperaturas, o cuidado dos tutores deve ser redobrado durante o verão. A Vejinha consultou os veterinários Otávio Verlengia, de Campinas (SP), e Ana Paula Tarozo, de Pirassunga (SP), para conferir como evitar complicações saúde nos animais e mantê-los hidratados. Veja abaixo as principais recomendações e sintomas de alerta:

    Principais cuidados

    • Sombra e água fresca

    “Os cuidados básicos são os mais efetivos”, destaca Ana Paula. Segundo ela, é fundamental fornecer ao pets recipientes com água fresca distribuídos pela casa, sempre posicionados em regiões de sombra e trocados regularmente durante o dia. Nos dias mais quentes, é recomendável adicionar cubos de gelo à água.

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    O animal deve contar com diversos pontos de hidratação disponíveis (Freepik/Reprodução)
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    Além da hidratação constante, os veterinários orientam a manutenção do animal em ambientes frescos e ventilados, com pisos frios e baixa exposição ao sol. Sobretudo em apartamentos, onde a ventilação natural costuma ser menor, é importante contar com o auxílio de ar-condicionado ou ventiladores.

    “Quando vive em locais quentes e sem refúgios para se refrescar, o animal pode estar na beira do abismo todos os dias. Por isso, é essencial adaptar o ambiente para o bem-estar do pet”, comenta Otávio.

    • Passeio? À noite é melhor!

    Se os passeios com cães costumam ser feitos durante o dia, nos períodos mais quentes é aconselhável que eles sejam realizados à noite, após 22h.

    “O cachorro está sempre muito próximo do chão. Quando o asfalto está muito aquecido por conta do sol forte, o animal fica respirando diretamente o ar quente que está sendo refletido do solo, o que pode causar maior fadiga”, afirma o veterinário. O asfalto quente também pode provocar queimaduras nas patas dos cães.

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    Prefira passeios em locais arborizados e com regiões de sombra (Davi Gavi/Unsplash/Reprodução)

    Caso os passeios noturnos não sejam possíveis, a melhor opção são parques e praças arborizadas, com regiões de sombra disponíveis. Em dias de altas temperaturas, no entanto, são indicadas apenas caminhadas leves, sem atividades físicas intensas.

    • Tosa dos pelos

    No verão, não há recomendação de tosa dos pets com frequência, já que os pelos funcionam como um dos mecanismos de termorregulação corporal dos animais.

    “O pelo atua como um isolante térmico, já que o calor bate no pelo e não chega na pele. Assim, o animal não perde ou recebe calor em excesso. Podemos ter a impressão de que a tosa refresca os animais, mas não ajuda muito”, explica Otávio.

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    Quando realizada de forma inadequada ou em épocas de temperaturas extremas, a tosa pode resultar em quadros de hipertermia e hipotermia. 

    • Brincadeiras com água

    Uma opção para refrescar os animais e promover o enriquecimento ambiental é congelar brinquedos de preferência dos pets em recipientes com água ou água de coco, de modo que ele se refresque e gaste energia de forma saudável. Para os gatos, uma alternativa é espalhar fontes de água pela casa.

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    Fontes com água corrente são boas alternativas de hidratação para os gatos (Getty Images/Reprodução)

    Ana Paula também aponta que é possível congelar alimentos úmidos que façam parte da dieta do pet como sachês patês em tapetes de silicone. Ela nota que é importante se atentar ao tempo em que o alimento fica exposto ao calor, já que as altas temperaturas podem degradá-lo.

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    • Viagens de carro

    Em longas viagens de carro, feitas com frequência durante as férias, é necessária uma série de cuidados com os animais. Antes de pegar estrada com os pets, certifique-se de que o veículo esteja estacionado na sombra, com as janelas abertas ou o ar-condicionado ligado. O percurso também deve contar com paradas esporádicas para que o animal possa se hidratar, caminhar, urinar e/ou defecar, conforme suas necessidades.

    A veterinária destaca a importância de nunca deixar o pet sozinho no veículo, já que, segundo ela, essa é uma das principais de hipertermia e insolação em animais de companhia.

    Fique atento aos sintomas

    Os primeiros sinais que indicam sofrimento por calor são respiração rápida e ofegante, moleza no corpo e salivação excessiva. Nessas situações, o tutor deve molhar o peito, o abdômen e o pescoço do animal, além de oferecê-lo água fresca e ventilar o local.

    À medida que o quadro se agrava, o animal pode apresentar língua e gengiva arroxeada, olhar cansado e até vômito e diarreia, sendo necessário levá-lo imediatamente ao atendimento veterinário mais próximo. No caso dos gatos, que, segundo Otávio, apresentam sinais clínicos mais sutis em relação aos cães, a intervenção veterinária é urgente quando permanecem ofegantes e com a boca aberta.

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    Raças braquicefálicas, como o Pug, tendem a sofrer mais com as altas temperaturas (Divulgação/Divulgação)

    De acordo com os especialistas, a atenção deve ser especial para pets de raças braquiocefálicas, que possuem focinho achatado — como Pug, Shih Tzu, Buldogue e Lhasa Apso, no caso dos cães, e Persa, Exótico de Pelo Curto e Himalaia, no caso dos gatos.

    No grupo de risco, também se enquadram cães com maior predisposição genética para deficiências na traqueia, como Yorkshire Terrier, Spitz Alemão e Chihuahua, além de animais acima do peso e os que apresentam comprometimentos renais, cardiológicos ou oncológicos.

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