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Ben Jaffe: “Queremos continuar tocando em todo o mundo”

Músico é integrante da Preservation Hall Jazz Band, que se apresenta no Bourbon Street Fest

Por Fernanda Bonadia 11 ago 2012, 00h52 • Atualizado em 18 ago 2025, 10h42
  • Uma das grandes atrações da décima edição do Bourbon Street Fest é a Preservation Hall Jazz Band, que neste ano comemora 50 anos. O grupo fará ainda mais duas apresentações durante o festival, nesta terça (14) e no domingo (19). A primeira ocorreu no dia 11.

    A banda foi fundada a partir da necessidade de Allan e Sandra Jaffe criarem um espaço para perpetuar a tradição musical de Nova Orleans, que é a casa de shows de mesmo nome. Hoje, o filho deles, Benjamin Jaffe é quem mantém o Preservation Hall, como seu diretor criativo.

    VEJINHA.COM conversou com Ben, que é também responsável pelos sons da tuba. Confira abaixo:

    + Confira o bate-papo com o idealizador da banda Playing for Change

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    + Veja toda a programação da 10ª edição do Bourbon Street Fest

    VEJA SÃO PAULO — O que estão preparando para o show no Brasil?
    BEN JAFFE —
    Esta é a terceira vez que estamos voltando ao Bourbon Street Fest, o que nos faz sentir como parte da família, e é um momento muito especial porque é o nosso 50º aniversário. Viajando para o Brasil eu descobri que há um respeito por tradições musicais e tradições culturais, e em Nova Orleans nós compartilhamos o mesmo respeito.

    VEJA SÃO PAULO — Conhece música brasileira?
    BEN JAFFE —
    Sim, conheço. Eu sou fã de Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Gilberto Gil e Jorge Ben. Eu gosto de música brasileira tradicional e também da moderna.

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    VEJA SÃO PAULO — E bossa nova?
    BEN JAFFE —
    Claro. Foi muito popular nos Estados Unidos por muitos anos, e as pessoas tocavam canções como “Garota de Ipanema”. É interessante porque a bossa nova e o jazz usam os mesmos ingredientes. Você já esteve em Nova Orleans? Eu sempre digo às pessoas que a nossa cidade não é parte dos Estados Unidos.

    VEJA SÃO PAULO — Por quê?
    BEN JAFFE —
    Nada é como no resto do país. A comida, por exemplo, nós temos feijoada e é exatamente a mesma que no Brasil. Um brasileiro se sentirá em casa em Nova Orleans. Com exceção da língua, tudo é muito familiar.

    VEJA SÃO PAULO — Os jovens nos Estados Unidos se interessam pela tradição musical de Nova Orleans?
    BEN JAFFE —
    O que vale para mim e para os outros membros da banda é que a nossa música deve pensar em todas as idades. E o mais importante é que ela deve ser relevante hoje. Eu não quero ser algo que deve estar em um museu, pois, para mim, esse é o lugar onde a música vai morrer! As nossas canções tocam as pessoas, e fazem com que elas sintam vontade de se movimentar, de dançar, de bater palmas… Quando não for mais assim, aí será a hora de sair de cena.

    VEJA SÃO PAULO — Depois de 50 anos, quais os próximos passos da banda?
    BEN JAFFE —
    Queremos continuar tocando em todo o mundo. Meu pai preservava a tradição musical de Nova Orleans. Agora, é nossa responsabilidade ensiná-la para a nova geração, para que ela nunca se perca.

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