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Soninha defende maconha para atenuar sofrimento de usuários de crack

Para futura secretária da gestão Doria, substância da erva ajuda a aliviar os efeitos da abstinência nos dependentes químicos

Por Estadão Conteúdo
10 nov 2016, 18h24 • Atualizado em 27 dez 2016, 14h59
soninha
soninha (Gabriela Biló/Estadão Conteúdo/)
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  • Anunciada nesta quinta (10) pelo prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), como futura secretária de Desenvolvimento Social, a vereadora eleita pelo PPS Soninha Francine afirmou que é favorável à implementação de uma política que considere o uso da maconha como forma de atenuar o sofrimento de usuários de crack em abstinência.

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    “Dentro de um projeto de redução de danos, o uso de canabinoide como forma de reduzir o sofrimento e os efeitos da abstinência para quem usa crack. Tem pesquisas científicas em universidades federais que indicam isso”, declarou a futura secretária.

    Soninha pretende levar essa discussão ao futuro prefeito e também ao futuro secretário de Saúde, Wilson Pollara. “Não é fumar maconha para largar o crack, mas cada vez mais se admite o uso, a experiência como modo de atenuar o sofrimento do usuário”, afirmou, comparando o canabinoide à morfina. “Alguém é contra o uso da morfina para o tratamento do câncer?”

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    Soninha também se posicionou favorável à continuidade de alguns aspectos do programa De Braços Abertos, da gestão Fernando Haddad (PT).

    A futura secretária, no entanto, pretende alterar algumas regras em vigor, como o pagamento em dinheiro ao usuários de crack, que trabalham na limpeza da cidade. Ela pretende trocar o pagamento de dinheiro por vouchers que dariam a esse usuário a chance de participar de eventos esportivos ou culturais.

    Outra posição declarada por Soninha é a volta das tendas para auxiliar moradores de rua e dependentes químicos durante o dia. Essa política, criada pelo então prefeito Gilberto Kassab (PSD), foi reduzida por Haddad. As tendas são espaços públicos que oferecem ao morador de rua a oportunidade de tomar banho, ter contato com assistentes sociais e guardar seus pertences.

     

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